Foto: Globo — uso em caráter informativo.
No Couto Pereira, o Coritiba bateu o Vitória por 2 a 0 e encerrou um jejum de sete rodadas. Na estreia de Guila como interino, Pedro Rocha e Tinga marcaram; técnico elogiou entrega, organização e confiança.
O Coritiba voltou a vencer no Campeonato Brasileiro ao bater o Vitória por 2 a 0, neste sábado, no Couto Pereira, e encerrou uma sequência de sete rodadas sem triunfos. Na estreia como técnico interino, Guilherme Bossle, conhecido como Guila, destacou a entrega do grupo, a organização tática e a confiança do elenco como elementos decisivos para retomar os três pontos.
Desenvolvimento
O jogo valido pela 33ª rodada do Brasileirão 2026 terminou com vitória do Coritiba por 2 a 0 sobre o Vitória. Os gols foram assinalados por Pedro Rocha e Tinga, segundo relatos da partida. A partida ocorreu no estádio Couto Pereira, em Curitiba, e representou a primeira vitória do clube após sete partidas sem triunfos.
Guila comandou a equipe pela primeira vez após a saída do treinador anterior, e avaliou que o comprometimento dos atletas durante a preparação e a execução do plano de jogo foram determinantes para o resultado. Ele também dividiu os méritos com os profissionais da comissão técnica permanente do clube, ressaltando a atuação conjunta em um momento de transição no comando técnico.
“A vitória é coletiva, uma vitória da instituição, do projeto. Estou há três anos e meio no clube e sou muito feliz aqui. Tenho as melhores oportunidades profissionais da minha vida no Coritiba. Existe uma proximidade com os atletas, e isso facilita.”
O treinador valorizou o apoio de integrantes da comissão técnica que o acompanharam na preparação da equipe. Segundo ele, o acesso direto desses profissionais aos jogadores ajudou a transmitir tranquilidade ao grupo em um período de mudança no comando técnico.
“Fiquei muito feliz com o suporte do Reginaldo Nascimento e do William Matheus. Eles trabalharam dentro de campo, têm muito acesso aos atletas e conseguiram transmitir tranquilidade. Nossa comissão técnica permanente trabalha muito para esses momentos, para dar continuidade a todo o trabalho.”
Além de elogiar a entrega coletiva, Guila ressaltou a organização defensiva como um ponto chave da partida. O Coritiba terminou o confronto sem sofrer gols, marca que não ocorria desde a primeira rodada do returno, segundo a análise do treinador. Ele explicou que o planejamento tático previa variações entre pressão e compactação, com liberdade controlada para os atletas subirem e recuarem conforme a necessidade do jogo.
“A gente monta o plano de jogo pensando principalmente na organização defensiva. Tem momentos de pressão e momentos em que não estamos organizados para subir a pressão. Os atletas têm total liberdade para subir e baixar, mas precisam fazer isso com critério e bastante organização.”
Guila também reconheceu o trabalho desenvolvido pela comissão técnica anterior como base para a melhora observada em campo, destacando que bons trabalhos prévios podem render frutos nas fases seguintes do campeonato.
“Muito mérito do professor Seabra e dos três auxiliares, o Vinicius Rovaris, o Álvaro Martins e Henrique Américo. Às vezes, a gente colhe os frutos de bons trabalhos. Tivemos 21 finalizações e acho que dois gols foram pouco pelo que criamos. É um momento em que procuramos dar confiança aos atletas e fazer com que eles se sintam bem.”
Contexto e o que está em jogo
A vitória por 2 a 0 dá ao Coritiba um respiro importante na reta final do Brasileirão. Com o resultado, o time chegou a 42 pontos e assumiu a 11ª colocação na classificação da competição. O triunfo abriu uma distância de seis pontos para a zona de rebaixamento, cuja primeira equipe dentro do Z-4 é apontada como o Corinthians em levantamentos da rodada.
Do lado do Vitória, o revés manteve a equipe em situação mais confortável do que no começo da temporada, mas ainda distante de uma zona confortável na tabela: o time baiano aparece em 14º, com 38 pontos, e passa por um momento sem vitórias que já dura algumas rodadas.
No plano maior da competição, cada ponto assume importância crescente com a proximidade do fim do campeonato. Para o Coritiba, manter a evolução defensiva apresentada e transformar a produção ofensiva em gols será determinante para se afastar de vez da disputa contra o rebaixamento. Já para o Vitória, tornar as oportunidades em resultados positivos será prioridade para avançar na tabela.
Próximo passo
O Coritiba terá um desafio fora de casa na sequência do calendário: o time volta a campo na terça-feira, às 21h30 (de Brasília), para enfrentar o Internacional, no Beira-Rio, pela 34ª rodada da Série A. Será uma oportunidade para a equipe comandada por Guila verificar se a consistência defensiva e a efetividade ofensiva se mantêm diante de um adversário que disputa posições importantes na parte de cima da tabela.
Próximo compromisso
- Adversário: Internacional
- Data: terça-feira, 03/11/2026 (conforme calendário da 34ª rodada)
- Horário: 21h30 (de Brasília)
- Local: Beira-Rio, Porto Alegre
- Rodada: 34ª da Série A
O resultado no Beira-Rio poderá indicar se a mudança de comando terá efeito continuado e se o Coritiba conseguirá embalar nas últimas rodadas para garantir uma posição estável na tabela. A expectativa é que a comissão técnica mantenha a ênfase na organização defensiva, mas também busque aprimorar a eficiência nas finalizações, um ponto destacado pelo treinador como passível de melhora após as 21 finalizações registradas no jogo contra o Vitória.
Em resumo, o triunfo por 2 a 0 no Couto Pereira representa mais do que três pontos: traz confiança, confirma alguns ajustes táticos e prepara o Coritiba para um confronto de alto impacto fora de casa na próxima rodada, que pode definir parte do destino do clube na reta final do Campeonato Brasileiro.

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