Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Barcelona reclama da convocação de Raphinha para amistosos na Ásia, citando risco de nova lesão muscular. Em coletiva, Hansi Flick disse que o clube teme as longas viagens e pede cautela com o camisa 11.
O Barcelona manifestou preocupação com a convocação de Raphinha para a última Data Fifa de 2026, quando o atacante figura na lista para os amistosos do Brasil contra Japão e Singapura, nos dias 14 e 17 de novembro. Em coletiva nesta sexta-feira (30), o treinador Hansi Flick verbalizou o incômodo do clube catalão com a possibilidade de longas viagens e risco de nova lesão muscular do camisa 11.
Desenvolvimento
Carlo Ancelotti incluiu o atacante entre os nomes da seleção para a janela de novembro, numa convocação que teve novidades, com 15 atletas sub-23. Ainda assim, Raphinha segue sendo peça central do projeto da seleção rumo à Copa do Mundo de 2030 e, por isso, aparece como protagonista na lista para os dois amistosos.
Na coletiva, Flick relatou conversas com a direção do Barcelona e fez referência ao histórico recente do jogador: “Conversei com o Deco (diretor esportivo). Ele é um jogador muito importante e, depois da última pausa para os jogos da seleção, chegou lesionado. Não é a melhor situação, mas as coisas são assim e não podemos fazer nada a respeito.”
Conversei com o Deco (diretor esportivo). Ele é um jogador muito importante e, depois da última pausa para os jogos da seleção, chegou lesionado. Não é a melhor situação, mas as coisas são assim e não podemos fazer nada a respeito.
Flick voltou a enfatizar que o problema não é apenas a convocação em si, mas a logística das viagens até o Sudeste Asiático e a sequência de jogos que pode sobrecarregar o atleta. Em tom de apelo à gestão de minutos pela comissão técnica brasileira, o treinador afirmou: “Se conseguirem administrar o tempo de jogo dele (na seleção brasileira), ficarei feliz. Não é o ideal ficar indo e voltando para Singapura, mas está fora do meu controle.”
Se conseguirem administrar o tempo de jogo dele (na seleção brasileira), ficarei feliz. Não é o ideal ficar indo e voltando para Singapura, mas está fora do meu controle.
O receio do Barcelona tem base em episódios recentes: Raphinha precisou ser substituído no intervalo da vitória por 4 a 2 sobre a Austrália, logo após marcar um gol de pênalti, por queixas musculares na coxa direita. Sem condições de jogo contra a Índia, o atacante retornou à Catalunha para avaliação médica, sendo diagnosticado com edema.
Em consequência desse quadro, Raphinha não foi relacionado pelo Barcelona para os compromissos contra Getafe, pela LaLiga, e Galatasaray, pela Champions League. A comissão técnica do clube optou por cautela máxima no retorno do jogador, citando o histórico de lesões na região.
Contexto e retrospecto
Com as saídas de Robert Lewandowski e Ferran Torres, a direção do Barcelona passou a utilizar Raphinha de forma mais centralizada no ataque. Apesar de ser ponta de origem, ele tem assumido funções de referência e vem fazendo temporada consistente: na campanha 2026/27, o atacante registrou 15 gols e 3 assistências em 11 partidas, números que explicam por que o clube deseja preservá-lo.
O histórico de lesões torna a situação ainda mais sensível. Raphinha perdeu 26 jogos na temporada 2025/26 por problemas repetidos na coxa, incluindo episódios durante amistosos de março pela seleção. No torneio da Fifa realizado na América do Norte, o jogador voltou a sentir dores na segunda rodada da fase de grupos, diante do Haiti, e só reapareceu como opção no banco de reservas contra a Noruega, na eliminação nas oitavas de final.
Para o Barcelona, a preservação física do atacante é medida preventiva também em função dos objetivos do clube na temporada: a equipe mira a reconquista do principal título da Uefa. Nesse cenário, qualquer risco de recaída muscular é avaliado com muita atenção pelo departamento médico e pela comissão técnica.
O que está em jogo e os próximos passos
Além do desgaste físico das viagens entre Europa e Ásia, o ponto central é o gerenciamento de minutos que a seleção brasileira fará caso utilize Raphinha nos amistosos de 14 e 17 de novembro. O Barcelona espera que a comissão técnica da seleção administre a participação do atleta de modo a reduzir o risco de uma nova lesão que comprometa sua sequência no clube.
Nos próximos dias, a evolução do edema será monitorada pelo departamento médico do Barcelona e pela comissão técnica da seleção. O desdobramento mais imediato será a definição sobre a liberação do jogador para os duelos amistosos e, caso viaje, a forma como serão distribuídos seus minutos em campo.
Para o torcedor e para o clube, o desfecho terá impacto direto na rotação do elenco: manter Raphinha disponível e em condição de jogo é uma prioridade para o Barcelona, que encontrou nele uma solução ofensiva após as saídas do plantel. Do lado da seleção, a comissão técnica terá de equilibrar a aposta no jogador com cuidados físicos que preservem sua condição ao longo da temporada.
Nas próximas semanas o tema deve dominar conversas entre departamento médico, diretoria e comissão técnica: a decisão sobre a utilização de Raphinha nos amistosos e a eventual limitação de tempo em campo serão determinantes para a continuidade do jogador tanto na seleção quanto no Barcelona.

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