Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
O capitão Granit Xhaka e o atacante Breel Embolo foram liberados pela federação suíça após apurações sobre certificados de vacinação considerados falsos. A entidade afirma que processos e sanções foram concluídos.
O capitão Granit Xhaka e o atacante Breel Embolo foram autorizados pela associação de futebol suíça a retornar à seleção nacional a partir do próximo mês, após a conclusão de apurações relacionadas a certificados de vacinação contra a COVID-19 considerados falsificados. A liberação ocorreu depois de análise dos trâmites legais e das sanções esportivas aplicadas aos atletas.
No entendimento da entidade, os processos judiciais foram encerrados e as punições previstas já foram cumpridas, o que permitiu a decisão pelo retorno de ambos ao grupo que representará a Suíça nos compromissos de novembro.
Detalhes e punições aplicadas
Xhaka ficou fora das partidas da Liga das Nações em outubro contra Escócia, Macedônia do Norte e Eslovênia. Embolo havia sido desconvocado em setembro em razão do mesmo assunto. Como resolução do caso, os dois jogadores receberam uma multa de 150.000 francos suíços, o que equivale a aproximadamente 960 mil reais, em regime condicional de dois anos, aplicável apenas se houver reincidência de infrações.
“Consideramos isso sob várias perspectivas. As circunstâncias específicas de ambos os casos, os processos judiciais concluídos e as consequências esportivas já implementadas influenciaram a decisão. Estamos convencidos de que o retorno à seleção nacional em novembro é responsável e a coisa certa a fazer”, disse o diretor da seleção nacional, Pierluigi Tami, em comunicado.
O meio-campista, por sua vez, havia reconhecido o ocorrido e manifestado arrependimento em declarações públicas:
“Foi um erro. Sinto muito. Aceito a responsabilidade por essa decisão, estou enfrentando o processo de apuração dos fatos e estou cooperando totalmente com as autoridades competentes.”
Convocação e calendário imediato
A permanência de Xhaka como capitão da equipe foi mantida pela associação, mas a definição final sobre a presença efetiva dos atletas nas próximas partidas ficará a cargo do técnico Murat Yakin, que fará a convocação no dia 5 de novembro. Essa lista antecederá os confrontos programados para meados de novembro.
- 05/11 — convocação do técnico Murat Yakin;
- 13/11 — partida contra a Eslovênia;
- 16/11 — partida contra a Escócia.
Essas datas vão orientar o cronograma de trabalho da seleção e a reavaliação do grupo técnico sobre a integração dos atletas que retornarem ao elenco.
Perspectos sobre o retorno e o impacto no grupo
Do ponto de vista esportivo, a possibilidade de reintegrar Xhaka e Embolo traz implicações diretas para a montagem do meio-campo e do setor ofensivo. Xhaka, como capitão, possui papel de liderança dentro e fora de campo; sua permanência no posto foi confirmada pela entidade, mas a utilização efetiva dependerá das escolhas técnicas de Yakin no momento da convocação.
Embolo, cujo retorno foi autorizado na mesma decisão, vinha sendo acompanhado desde a desconvocação de setembro. A reintrodução dos dois nomes ao grupo pode alterar opções táticas e oferecer ao treinador alternativas para os duelos de novembro, caso ambos sejam chamados e estejam à disposição.
Além da avaliação técnica, a associação considerou o cumprimento das sanções e o encerramento dos procedimentos legais como elementos centrais para permitir o retorno. A multa em regime condicional e o reconhecimento público do erro por parte de Xhaka são fatores citados na resolução, indicando que medidas disciplinares e administrativas foram levadas em conta no processo decisório.
O que está em jogo
As próximas semanas serão decisivas para consolidar a situação dos jogadores junto à seleção. A convocação de 5 de novembro representará o primeiro momento formal em que será possível confirmar se Xhaka e Embolo estarão de fato na lista para os jogos de 13 e 16 de novembro. Até lá, a autorização concedida pela associação determina apenas que não existem impedimentos institucionais para o retorno, cabendo ao treinador a decisão final sobre aproveitamento e funções dentro da equipe.
Do ponto de vista institucional, a resolução também sinaliza a postura da entidade frente a casos envolvendo documentação e regulamentos sanitários: a aplicação de sanções condicionais e a reabertura de espaço para os atletas indicam uma combinação de medidas punitivas e de reintegração, desde que não haja reincidência.
Para o torcedor e para a imprensa esportiva, o retorno em potencial de duas peças reconhecidas do elenco suíço promete abrir debates sobre disciplina, liderança e a construção do grupo nas janelas internacionais seguintes.
Próximo passo
O próximo passo da história será a convocação marcada para o dia 5 de novembro, quando o técnico fará a lista para os confrontos contra Eslovênia e Escócia, nos dias 13 e 16 de novembro, respectivamente. A partir dessa chamada será possível confirmar definitivamente a participação de Xhaka e Embolo e observar como a comissão técnica pretende utilizá-los em campo, bem como avaliar qualquer repercussão adicional envolvendo as medidas disciplinares já aplicadas.
Enquanto a data da convocação não chega, a situação segue sob o monitoramento da entidade e do técnico, e qualquer definição pública sobre presença ou ausência será formalizada pelo próprio comando da seleção no momento oportuno.
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