Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Campeã sul-americana, a seleção de José Roberto Guimarães vai em busca do primeiro título mundial, após quatro pratas e dois bronzes na competição. A Copa do Mundo será no Canadá e EUA entre 20/8 e 5/9.
A seleção feminina de vôlei do Brasil conheceu, nesta segunda-feira, os adversários que terá na fase de grupos da Copa do Mundo Feminina de 2027. Cabeça de chave do Grupo B, a equipe brasileira terá pela frente República Tcheca, Coreia do Sul e Quênia, em disputa que será realizada no Canadá e nos Estados Unidos entre os dias 20 de agosto e 5 de setembro.
Desenvolvimento
Campeã sul-americana em setembro, no Maracanãzinho, a seleção comandada por José Roberto Guimarães vai buscar o primeiro título mundial. O elenco brasileiro acumula quatro pratas e dois bronzes na história da competição e fará a primeira fase em Orlando, nos Estados Unidos. A formação do Grupo B coloca o Brasil frente a seleções com características distintas: a República Tcheca, que vem em ascensão na cena internacional; a Coreia do Sul, com tradição de jogo tático; e o Quênia, que busca evolução ano a ano.
“Vai ser um Mundial de muitos desafios. Na primeira fase temos a República Tcheca que tem crescido no cenário internacional, com as jogadoras atuando em campeonatos fortes da Europa. Jogamos contra elas na Liga das Nações de 2025 e no Mundial de 2022. Foi nossa estreia naquela edição e vencemos por 3 sets a 1. A Coreia do Sul tem tradição, mas não disputou a última Liga das Nações e o Quênia é uma equipe que busca evolução a cada temporada”
O técnico avaliou os confrontos com atenção às experiências recentes com as adversárias e destacou o crescimento da República Tcheca como ponto de atenção. A participação do elenco brasileiro na Liga das Nações e em edições anteriores de Mundiais serve como referência para a preparação rumo ao torneio de agosto/setembro de 2027.
“É uma Copa do Mundo e temos que respeitar todos os adversários. O objetivo número um é terminar em primeiro no nosso grupo para depois pensarmos no nosso adversário das oitavas de final”
Segundo a divisão das etapas, ao todo serão 32 seleções na disputa, divididas em oito grupos. As duas melhores de cada chave seguem para a fase de mata-mata. Se avançar, o Brasil vai disputar as oitavas de final contra uma das duas classificadas do Grupo G, que é formado por Canadá, Sérvia, Ucrânia e Camarões.
Grupos da Copa do Mundo
Grupo A – Omaha, Estados Unidos
- Itália
- Bélgica
- Colômbia
- Porto Rico
Grupo B – Orlando, Estados Unidos
- Brasil
- República Tcheca
- Quênia
- Coreia do Sul
Grupo C – Quebec, Canadá
- Turquia
- República Dominicana
- França
- Egito
Grupo D – Orlando, Estados Unidos
- Estados Unidos
- Tailândia
- México
- Grécia
Grupo E – Montreal, Canadá
- Polônia
- Alemanha
- Eslovênia
- Cuba
Grupo F – Omaha, Estados Unidos
- Japão
- Rússia
- Argentina
- Bulgária
Grupo G – Montreal, Canadá
- Canadá
- Sérvia
- Ucrânia
- Camarões
Grupo H – Quebec, Canadá
- China
- Holanda
- Suécia
- Suíça
Contexto e o que está em jogo
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será, além da disputa pelo título, um termômetro importante para as seleções a pouco menos de um ano das Olimpíadas de 2028, já que a seleção brasileira garantiu vaga nos Jogos de 2028. Para o Brasil, vencer o grupo significa evitar confrontos mais complicados nas oitavas e entrar com confiança na fase de mata-mata.
O retorno da Rússia às competições internacionais foi destacado na composição dos grupos: a presença russa no Grupo F contrasta com edições anteriores, quando a seleção esteve afastada por mais de quatro anos de competições internacionais devido à guerra na Ucrânia. Historicamente, a Rússia já foi adversária direta do Brasil nas finais de 2006 e 2010, o que adiciona um componente histórico ao torneio.
No plano continental, o fim de semana anterior ao sorteio trouxe definições importantes para o esporte feminino nas Américas, com a Copa Libertadores Feminina conhecendo seus semifinalistas: Cruzeiro venceu o Libertad/Limpeño por 3 a 0 e o Olimpia avançou ao derrotar o Deportivo Cali por 1 a 0 com gol nos acréscimos. Esses resultados evidenciam um movimento de fortalecimento do futebol feminino na região, que divide atenção com a consolidação de competições de alto nível no voleibol.
Em âmbito nacional, competições de clubes seguem movimentando o calendário de vôlei: partidas recentes de Supercopa e da Superliga mostraram equilíbrio e jogos decisivos, o que se reflete na busca por um elenco competitivo para as seleções. Jogadoras que atuam em clubes de destaque trazem experiência internacional que será relevante no Mundial.
Fecho — próximo passo da história
Com os confrontos já definidos, a seleção brasileira terá nas próximas semanas a tarefa de ajustar a preparação e a logística para a primeira fase em Orlando. O foco técnico será manter a evolução observada nas competições recentes e buscar a liderança do Grupo B como objetivo primário. A fase de grupos começará a partir de 20 de agosto e seguirá até 5 de setembro, quando se conhecerão as equipes classificadas para o mata-mata.
A trajetória do Brasil na Copa do Mundo de 2027 terá reflexos na avaliação do elenco rumo aos Jogos de 2028 e na consolidação de nomes que podem ser determinantes para as campanhas seguintes. A atenção agora se volta para o planejamento das partidas em Orlando e para o acompanhamento do desempenho das adversárias nos torneios preparatórios até o início da Copa do Mundo.

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