Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Lima, o brasileiro virou o jogo após ceder o primeiro set e venceu por 4 a 1, com parciais de 11-2, 11-4, 11-9 e 11-3. É seu sexto título consecutivo na competição.
Hugo Calderano conquistou neste domingo (25) o heptacampeonato do Pan-Americano de tênis de mesa, ao derrotar o compatriota Guilherme Teodoro por 4 sets a 1 na final realizada em Lima, no Peru. Com a vitória, Calderano assegurou o sétimo título individual da competição, sendo o sexto consecutivo.
A decisão começou equilibrada, com Guilherme Teodoro levando a primeira parcial por 11 a 9. A partir daí, Calderano reagiu de forma contundente: venceu os quatro sets seguintes com parciais de 11 a 2, 11 a 4, 11 a 9 e 11 a 3, fechando o confronto em 4 a 1 e confirmando mais um troféu continental.
O resultado reforçou a trajetória já dominante de Calderano no torneio. Antes desta conquista, ele havia sido campeão de simples em 2017 e, em sequência, nas edições de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025. A vitória sobre Teodoro confirmou o sétimo título individual e ampliou a série de triunfos que vinha desde 2021.
A presença brasileira na decisão masculina confirmou o bom momento do país na modalidade no continente. Além do ouro de Calderano e da prata de Guilherme Teodoro, a campanha nacional em Lima se estendeu por outras disputas e terminou com um total de sete medalhas: duas de ouro, três de prata e duas de bronze.
Detalhes da final
A partida em Lima teve caráter de clássico nacional, com dois representantes do Brasil duelando pelo título. O primeiro set foi disputado ponto a ponto e terminou com vantagem para Teodoro por 11 a 9. A partir do segundo set, Calderano impôs um ritmo mais agressivo e passou a controlar as trocas, vencendo o segundo set por 11 a 2 e ampliando a pressão sobre o adversário.
No terceiro set, Calderano manteve a superioridade e fechou em 11 a 4. Apesar de Teodoro tentar reagir no quarto set, Calderano conseguiu fechar em 11 a 9, e, no quinto e decisivo set da sua sequência de vitórias, definiu o título com 11 a 3. O placar final de 4 a 1 materializou a recuperação do favorito após a perda da primeira parcial.
Outros resultados do Pan-Americano em Lima
Na chave feminina, Bruna Takahashi ficou com a medalha de bronze ao ser eliminada por Mo Zhang, do Canadá, na semifinal por 4 sets a 3. A semifinal foi marcada pelo equilíbrio: Bruna perdeu a primeira parcial por 13 a 11, reagiu no segundo set vencendo por 11 a 8, mas viu a canadense abrir 3 a 1 com parciais de 11 a 8 e 11 a 9. Bruna buscou a reação vencendo os dois sets seguintes por 11 a 7 e 11 a 7, levando a disputa ao sétimo set, quando Mo Zhang fez 11 a 5 e garantiu a vaga na final, enquanto Bruna assegurou o bronze.
Na disputa de duplas femininas, Giulia Takahashi e Laura Watanabe conquistaram o ouro ao vencerem as norte-americanas Sally Moyland e Lily Zhang por 3 sets a 0 na final. A campanha das brasileiras até o título incluiu vitórias sobre as argentinas Ana Codina e Candela Molero nas quartas de final e sobre as mexicanas Arntxa Cossio e Clio Barcenas na semifinal, em um confronto decidido por 3 a 2.
Contexto e retrospecto
A vitória de Calderano em Lima consolidou ainda mais sua hegemonia no Pan-Americano de simples. Com títulos em 2017, 2021, 2022, 2023, 2024, 2025 e agora em 2026, o atleta estabeleceu uma sequência impressionante de conquistas continentais, incluindo seis títulos consecutivos desde 2021. Esse histórico coloca Calderano como referência do tênis de mesa brasileiro e como uma das principais figuras do continente nas últimas edições do Pan-Americano.
Para o Brasil, o resultado em Lima reforçou a presença entre as forças do tênis de mesa nas Américas. A soma de sete medalhas — duas de ouro, três de prata e duas de bronze — evidencia profundidade do elenco brasileiro, tanto no masculino quanto no feminino, com resultados individuais e em duplas que sustentam a tradição nacional na modalidade.
Do ponto de vista do torneio, a final masculina entre dois brasileiros também realçou a competitividade interna do país, com atletas capazes de decidir títulos continentais entre si. Para o público que acompanha o tênis de mesa nas Américas, a edição de Lima reforçou rivalidades e confirmou nomes já estabelecidos, bem como o surgimento de concorrentes capazes de disputar finais.
Fecho e próximos passos
O Pan-Americano de Lima premiou o desempenho coletivo do Brasil no tênis de mesa e ampliou o currículo de Hugo Calderano com mais um título individual. Detalhes sobre os próximos compromissos oficiais dos atletas nas competições internacionais não foram informados na cobertura desta edição, assim como a programação específica visando eventos de ranking ou seletivas.
O desfecho em Lima, contudo, deixa em aberto os seguintes capítulos da trajetória dos medalhistas: a manutenção da sequência de Calderano nas competições continentais e a busca por novos pódios por parte de Bruna Takahashi, Giulia Takahashi, Laura Watanabe e demais representantes do país. O acompanhamento das próximas competições internacionais e seletivas nacionais dirá como esses resultados em Lima se refletirão nas próximas decisões e na preparação para torneios futuros.

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