Foto: Agência Brasil/EBC — uso em caráter informativo.
O time brasileiro somou 159.730 pontos na final por equipes em Roterdã, com apresentações seguras e sem quedas. China venceu com 165.764; EUA e Japão completaram o pódio, e a França foi quarta.
A seleção brasileira fechou na quinta colocação a final por equipes do Mundial de Ginástica Artística, disputada em Roterdã (Países Baixos). Nesta quarta-feira (21), o quinteto brasileiro somou 159.730 pontos em apresentações com raras falhas e sem quedas, confirmando evolução em relação à fase classificatória.
O pódio foi ocupado pela China, com 165.764 pontos, que voltou a vencer a prova após 20 anos; os Estados Unidos ficaram com a prata, totalizando 165.531; e o Japão levou o bronze, com 164.063. A França finalizou em quarto, com 161.130. Além das medalhas, China, Estados Unidos e Japão garantiram vagas na Olimpíada de Los Angeles (LA 2028).
Desempenho e números
O Brasil, que havia se classificado para a final em 8º lugar na última segunda-feira (19) com o somatório de 159.131, foi a única entre as finalistas a melhorar o total e subiu da oitava para a quinta posição. A equipe contou com as medalhistas olímpicas Rebeca Andrade e Flávia Saraiva (identificada na cobertura como Flavinha), além de Lorrane Oliveira, Thais Fidelis, a jovem Sophia — referida no material como Sophia Weisberg em um trecho e Sophia Wesiberg em outro — e a reserva Gabriela Bouças.
A melhor nota coletiva do Brasil veio no salto, com somatório de 41.433. Na série de saltos, Flávia Saraiva ficou com 13.000 após um passo para trás na aterrissagem; a estreante Sophia executou com precisão a dupla pirueta e marcou 14.033; e Rebeca Andrade cravou 14.400 com uma aterrissagem considerada perfeita.
Nas demais séries, o time anotou 40.532 na trave, 39.132 nas paralelas assimétricas e 38.633 no solo, totalizando os 159.730 pontos que garantiram o quinto lugar.
Citações
“Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027 [as oito equipes finalistas garantiram presença]. Sabemos que a caminhada é dura. O primeiro passo a gente já demos. Agora é continuar treinando. Não há segredos, já sabemos como é”
A declaração acima, atribuída a Flávinha no relato, ressalta que a equipe já tinha como meta assegurar presença na próxima edição do Mundial, em 2027, e que a classificação das oito melhores equipes foi alcançada com a colocação entre as finalistas.
Contexto e significado da colocação
O resultado da equipe feminina brasileira teve impacto direto na projeção para a próxima temporada de competições. Ao subir da oitava posição nas qualificatórias para quinto lugar na final, o Brasil demonstrou capacidade de se recuperar sob pressão em uma prova com alto nível técnico. As primeiras três posições também têm consequência direta na distribuição de vagas olímpicas para LA 2028, uma vez que China, Estados Unidos e Japão confirmaram presença no evento olímpico.
Para o Brasil, a manutenção de desempenho sem quedas em todas as séries e a melhora no somatório abrem espaço para trabalhar rotinas e ganhos de consistência rumo às decisões individuais que ainda ocorrerão neste Mundial. A presença de uma jovem de 16 anos entre as titulares — Sophia — e sua melhora em relação ao qualificatório apontam para um processo de renovação e aprendizagem em alto nível.
O que estava em jogo e o próximo calendário
Além das medalhas por equipes e do prestígio mundial, as finais por equipes também tiveram papel classificatório para o Mundial de 2027, objetivo citado pela equipe brasileira. No campo individual, a seleção ainda terá chances de subir ao pódio nas finais específicas: Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputarão a final do individual geral; Rebeca Andrade buscará lugar no pódio do salto; e Flávia voltará a competir na final da trave.
Programação
QUINTA (22)
- 14h30 às 17h – Final do individual geral masculino
SEXTA (23)
- 14h30 às 17h – Final do individual geral feminino
SÁBADO (24)
- 9h às 13h – Finais por aparelhos (primeiro dia)
- Masculino: solo, cavalo com alças e argolas
- Feminino: salto e barras assimétricas
DOMINGO (25)
- 10h às 14h – Finais por aparelhos (segundo dia)
- Masculino: salto, barras paralelas e barra fixa
- Feminino: trave de equilíbrio e solo
Com a sequência de finais individuais marcada para os próximos dias, a delegação brasileira ainda pode ampliar sua presença em pódios no Mundial. Os resultados por equipe ajudaram a projetar prioridades de treino e estratégias para as provas individuais, onde atletas como Rebeca e Flávia terão a oportunidade de disputar medalhas e consolidar a participação brasileira em finais olímpicas futuras.
O próximo passo imediato será a preparação final das ginastas que competirão nas decisões por aparelhos e no individual geral: ajustes técnicos, controle de elementos de maior dificuldade e a busca por aterrissagens mais seguras para maximizar notas de execução. A atenção da delegação e da torcida agora se volta para as finais individuais que ocorrerão entre sexta (23) e domingo (25).
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