Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Rebeca Andrade é a principal aposta do Brasil no salto em Roterdã, de 17 a 25 de outubro. As finais vão ao vivo pelo Sportv a partir de 20/10. A comissão técnica mira a vaga direta para Los Angeles via o Mundial de 2027.
Rebeca Andrade é a principal atração da seleção feminina do Brasil para o Mundial de ginástica artística em Roterdã, que ocorrerá entre 17 e 25 de outubro. A presença da campeã olímpica eleva as expectativas no salto, onde ela aparece como favorita, enquanto a comissão técnica mantém o foco na construção da classificação direta para Los Angeles via o Mundial de 2027.
Desenvolvimento — números, datas e elenco
O Mundial de Roterdã terá suas finais transmitidas ao vivo pelos canais sportv a partir do dia 20 de outubro. A delegação brasileira chega ao torneio buscando recuperação após ficar sem medalhas na edição de Jacarta em 2025. Rebeca Andrade retorna à cena internacional em sua primeira grande competição desde os Jogos de Paris e traz ao currículo seis medalhas olímpicas (duas de ouro) e nove medalhas em Mundiais (três de ouro).
No aparelho trave, Rebeca realizou apenas uma apresentação em 2026, obtendo 14,100 pontos na classificatória com grau de dificuldade de 5,9 — uma nota competitiva que pode colocá-la na briga por um pódio em Roterdã, embora adversárias já venham alcançando médias próximas ou acima de 15 pontos. No salto, a ginasta tem a maior média da temporada: 14,549 pontos, combinando um Lopez (4,8 de dificuldade) e um Yurchenko com dupla pirueta (5,0). O Cheng (5,6), seu salto mais forte, ainda não foi apresentado por ela nesta temporada, mas tem sido treinado nos exercícios fora de competição e pode aumentar seu favoritismo caso seja incluído.
O conjunto brasileiro inscrito para o Mundial é composto por atletas com diferentes níveis de experiência:
- Rebeca Andrade — foco em salto e trave; maior estrela do grupo.
- Flávia Saraiva — experiente nas finais de trave; busca recuperação de séries de maior dificuldade.
- Lorrane Oliveira — medalhista olímpica, integra o núcleo experiente.
- Thais Fidelis — retornou ao time; foi 4ª colocada no solo do Mundial de 2017.
- Sophia Weisberg — 16 anos; jovem com olhos para 2028 e 2032.
- Gabriela Bouças — 17 anos; continuum do processo de renovação.
Entre as rivais nomeadas para as disputas por aparelhos estão a sul-coreana Yeo Seojeong e a americana Claire Pease no salto; a chinesa Zhang Qingying e a chinesa Ke Qinqin, além da argelina Kaylia Nemour, aparecem com notas altas na trave. A atual campeã mundial do salto, Angelina Melnikova, teve o visto negado pela Holanda por motivos políticos, embora exista a possibilidade de liberação para competir — cenário que aumentaria a concorrência em caso de participação.
Contexto que amplia a leitura
O Mundial de Roterdã assume papel duplo na temporada: além das medalhas em disputa, funciona como o primeiro torneio pré-olímpico da modalidade. Conforme as regras vigentes para o ciclo, as três equipes medalhistas em cada gênero garantem vaga antecipada para os Jogos de Los Angeles 2028. A classificação coletiva direta evita que as seleções precisem buscar vagas em torneios continentais ou reclamando das chances individuais. Outros nove lugares por equipes estarão em jogo no Mundial de Chengdu, em 2027, que ainda complementará a distribuição de vagas olímpicas.
Historicamente, o Brasil feminino já chegou perto de pódios recentes: foi prata no Mundial de 2023 e conquistou o bronze nas Olimpíadas de 2024. Em Roterdã, o time verde-amarelo não figura entre os favoritos naturais ao pódio por equipe, posição que tem sido ocupada por Estados Unidos, China e Japão ao longo da temporada. A situação russa depende de liberação de vistos para suas principais ginastas.
O plano técnico brasileiro para 2026 e 2027 é de transição gradual: mesclar as ginastas consagradas com talentos jovens de olho tanto em Los Angeles 2028 quanto em Paris 2032. Assim, a presença de três medalhistas olímpicas na delegação — Rebeca, Flávia e Lorrane — combina experiência com a ambição de estruturar um ciclo longo que culminará na busca pela vaga coletiva no Mundial de Chengdu.
O que está em jogo e o próximo compromisso
Além da disputa por medalhas individuais em salto e trave, o Brasil tem como meta imediata figurar entre as oito equipes finalistas em Roterdã. Atingir esse patamar facilitaria a participação brasileira no Mundial de Chengdu (2027) sem depender exclusivamente do Campeonato Pan-Americano do ano que vem para tentar a classificação olímpica.
O time masculino, por sua vez, chega com perspectivas mais modestas: não é apontado entre os candidatos a final em Roterdã e ainda sofre com a ausência do principal ginasta do individual geral, que precisou passar por cirurgia em setembro. Por isso, qualquer final individual no masculino seria considerada um bom resultado pela comissão técnica.
As finais estão marcadas para começar a partir do dia 20 de outubro, quando a atenção do público e da televisão se concentrará nos aparelhos decisivos. A competição vai ser uma vitrine para avaliar o nível atual das brasileiras em confronto com as principais potências da modalidade e para aferir o ponto exato do processo de transição rumo a 2027.
Fechando a pauta, o próximo passo para a seleção feminina será a sequência de atuações em Roterdã entre 17 e 25 de outubro, com foco em colher resultados individuais importantes — especialmente no salto — e em assegurar uma colocação coletiva que facilite o caminho até Chengdu 2027 e, por consequência, a busca por vagas para Los Angeles 2028.

Siga o Foco no Esporte e acompanhe jogos, resultados e notícias em tempo real.
