Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Após apuração, a FIFA não encontrou irregularidades na inscrição do goleiro Lionel Mpasi pela República Democrática do Congo. A entidade rejeitou o protesto da Federação Nigeriana e manteve a vaga na Copa-2026.
A FIFA descartou qualquer irregularidade na inscrição do goleiro Lionel Mpasi, titular da seleção da República Democrática do Congo, em relação às partidas contra a Jamaica e à participação da equipe na Copa do Mundo da FIFA de 2026. O esclarecimento oficial veio após questionamentos sobre a documentação do atleta e uma contestação formal apresentada pela Federação Nigeriana de Futebol.
Apuração e decisão
Em comunicado enviado à imprensa, um porta-voz da FIFA confirmou a conclusão das averiguações sobre a elegibilidade do jogador e afirmou que não foram encontrados problemas que impedissem sua participação nas partidas citadas.
“A FIFA pode confirmar que não houve problemas de elegibilidade para as partidas da RD do Congo contra a Jamaica e na subsequente Copa do Mundo da FIFA de 2026.”
As suspeitas começaram a ganhar importância depois de reportagens internacionais que apontaram a existência de trâmites burocráticos internos que, segundo essas publicações, indicavam possíveis inconsistências na mudança de filiação desportiva de Mpasi. O goleiro, de 32 anos, nasceu na França e tem histórico de participação nas seleções de base daquele país antes de optar por defender a RD Congo.
Além da verificação documental, a FIFA também analisou a contestação formal encaminhada pela Federação Nigeriana de Futebol, que questionou a atuação do atleta ao considerar fundamentos relacionados à elegibilidade. O Comitê Disciplinar da entidade examinou o recurso e julgou-o inadmissível, mantendo o resultado obtido em campo na repescagem continental entre as seleções dos dois países.
Independência institucional e processo
No posicionamento divulgado, a organização internacional ainda ressaltou que não houve interferência de sua presidência nos trâmites relativos ao caso. A entidade afirmou que os comitês jurídicos e disciplinares atuaram com independência plena na aplicação das normas do futebol, conforme o procedimento estabelecido para esse tipo de controvérsia.
O episódio teve repercussão depois de reportagens publicadas por veículos internacionais que mencionaram documentos internos e eventuais dúvidas sobre a mudança de filiação desportiva do jogador. A FIFA, com a decisão do Comitê Disciplinar, encerrou a análise formal sobre a elegibilidade apresentada naquele levantamento de fato.
Contexto e implicações esportivas
Do ponto de vista esportivo, a confirmação da elegibilidade preservou o resultado que levou a RD Congo à participação na Copa do Mundo de 2026. A existência de uma contestação formal por parte da Nigéria indicou a importância do confronto decisivo em nível continental: a eliminação da seleção nigeriana na repescagem e a consequente classificação congolesa se tornaram elementos centrais do episódio.
Para Lionel Mpasi, a manutenção da sua situação regular junto à FIFA valida a opção pela seleção congolesa após passagem pelas categorias de base da França. A decisão também reforçou a aplicação das regras de mudança de federação, tema que costuma gerar dúvidas e contestações quando envolve atletas com dupla nacionalidade ou trajetória entre seleções de base e times seniores.
No âmbito institucional, o caso serviu para evidenciar o papel dos comitês independentes da FIFA no julgamento de recursos disciplinares e de elegibilidade. A declaração sobre a ausência de interferência por parte da presidência buscou afastar suspeitas sobre influências internas e reafirmou procedimentos formais adotados pela entidade em litígios dessa natureza.
O que está em jogo e próximos passos
A decisão do Comitê Disciplinar preservou o resultado esportivo derivado da repescagem continental, mantendo, portanto, a presença da RD Congo na Copa do Mundo de 2026 tal como resultou das partidas realizadas. Para a Federação Nigeriana de Futebol, o recurso inadmissível representou uma derrota administrativa após a eliminação esportiva no campo.
Embora o processo formal analisado pela FIFA tenha sido encerrado com a declaração de inadmissibilidade do recurso, episódios dessa natureza costumam manter atenção das federações, torcedores e observadores jurídicos do futebol. A manutenção da elegibilidade de um jogador que alterou sua filiação desportiva confirma, neste caso, a aplicabilidade das normas vigentes conforme a interpretação dos comitês responsáveis.
A história seguia a partir da comunicação pública da FIFA, que concluiu sua apuração e deixou registrado que não houve irregularidade nas partidas apontadas. Eventuais novos desdobramentos dependeriam de iniciativas de instâncias competentes ou de novas contestações formalmente apresentadas, que seriam analisadas segundo os mesmos trâmites previstos no regulamento da entidade.
Para as partes diretamente envolvidas — o goleiro Lionel Mpasi, a seleção da RD Congo e a federação nigeriana —, a decisão marcava um capítulo importante na trajetória rumo ao Mundial de 2026. Em termos práticos, a confirmação da elegibilidade permitiu que o foco esportivo permanecesse voltado à competição em si, com a questão documental oficialmente superada pela avaliação da FIFA.
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