Foto: Globo — uso em caráter informativo.
O presidente do Barcelona, Joan Laporta, manifestou preocupação com o calendário das datas FIFA depois que Raphinha deixou o amistoso entre Brasil e Austrália com dores na coxa direita. O atacante havia marcado de pênalti no fim do primeiro tempo, mas não retornou para a etapa final da partida realizada em Brisbane, nesta terça-feira.
Desenvolvimento dos fatos
O confronto terminou com o placar de Austrália 2 x 4 Brasil. O gol de Raphinha saiu a partir de cobrança de pênalti assinalada após falta sofrida por Danilo, que sofreu o pênalti convertido pelo atacante. Ainda no intervalo ou no início da etapa final (o clube aguardará os exames), Raphinha apresentou desconforto na coxa direita e foi substituído, não voltando ao jogo.
O Barcelona informou que aguarda o resultado da ressonância magnética para dimensionar a gravidade da lesão. A diretoria do clube adotou postura de máxima precaução e, caso qualquer risco seja identificado, pretende trazer o jogador de volta a Barcelona para acompanhamento e tratamento mais detalhado.
“É uma notícia que nos preocupa muito. Não estamos felizes com isso. Já aconteceu com outros, e esse é o risco dessas paradas tão longas”
A declaração acima foi feita por Joan Laporta, que colocou em xeque o formato e a incidência de lesões em períodos de paradas internacionais prolongadas.
Contexto imediato e logística da seleção
A delegação brasileira teve folga na quarta-feira e ainda fará mais um treinamento em Brisbane antes de embarcar rumo à Índia. A programação prevê que, no próximo sábado, a seleção brasileira enfrente a equipe indiana em Calcutá. O amistoso na Índia consta como o próximo compromisso oficial do time após a série de partidas do mercado internacional.
Segundo relatos do entorno da seleção, a comissão técnica optou por uma rotina que inclui descanso imediato para os jogadores após o jogo na Austrália e um treino final para ajustes antes da viagem à Ásia. Qualquer decisão sobre a permanência ou retorno de Raphinha ao clube dependerá do laudo da ressonância.
O que está em jogo
Para o Barcelona, a possível gravidade da lesão preocupa por dois motivos óbvios: a condição física do atleta e o calendário de competições do clube nas próximas semanas. Lesões musculares em coxa costumam demandar avaliação cuidadosa para evitar recidivas, e clubes europeus costumam preferir controle próximo dos seus departamentos médicos em casos de risco.
Do ponto de vista da seleção, a substituição de Raphinha altera opções ofensivas para o amistoso em Calcutá, caso a lesão se confirme. A manutenção do calendário de compromissos no curto prazo significa que a comissão técnica terá de decidir entre preservar atletas ou manter ritmo competitivo em vista de testes táticos e entrosamento.
Laporta usou o episódio para renovar críticas ao modelo atual de paradas internacionais, reclamando que paradas longas aumentam o risco de problemas físicos nos atletas. O dirigente lembrou que já houve casos semelhantes em outras convocações, ressaltando o desconforto dos clubes com a exposição repetida de titulares.
Consequências possíveis e próximos passos
O primeiro passo definitivo será a realização e a liberação do laudo da ressonância magnética, que deverá apontar se houve lesão muscular significativa ou apenas um susto com desconforto. Com base nesse resultado, o Barcelona decidirá se solicita o retorno imediato do jogador à Espanha para um controle mais direto dos tratamentos e exames.
Enquanto isso, a seleção brasileira seguirá com sua agenda: treinamentos em Brisbane, embarque para a Índia e o amistoso em Calcutá no próximo sábado. O desenvolvimento clínico de Raphinha será acompanhado de perto tanto pela comissão técnica da seleção quanto pela diretoria e departamento médico do Barcelona.
Para os torcedores e para a direção do clube catalão, os próximos dias serão decisivos para determinar duração de eventual afastamento e para avaliar impactos no planejamento esportivo imediato. A discussão sobre o formato das janelas internacionais e a proteção aos clubes — levantada por Laporta com este episódio — tende a ganhar espaço nas conversas entre dirigentes caso o caso evolua para uma lesão que afete o calendário do jogador.
Resta agora aguardar os exames e as posições oficiais das partes envolvidas: o laudo médico do jogador, a definição do Barcelona sobre eventuais deslocamentos para tratamento e a comissão técnica da seleção sobre substituições e manejo físico para o compromisso em Calcutá.

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