Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Em pronunciamento emergencial, a diretora de comunicação Maria Conti garantiu que não haverá mudança no comando da equipe. A escuderia reafirmou confiança em Frédéric Vasseur e na sua equipe, encerrando as especulações.
A Ferrari decidiu defender publicamente o seu chefe de equipe, Frédéric Vasseur, em meio a especulações sobre a manutenção do francês no cargo. Em pronunciamento convocado com rapidez pela diretora de comunicação Maria Conti, a escuderia deixou claro que não haverá mudança na posição de comando e que há confiança em Vasseur e na sua equipe.
O pronunciamento e as declarações
A diretora de comunicação Maria Conti convocou veículos para um breve comunicado e ressaltou que a posição da escuderia é inequívoca: a escolha por Vasseur permanece. Em suas palavras, ela afirmou falar em nome do presidente John Elkann e do CEO Benedetto Vigna.
“A posição da Ferrari é clara. Não vai mudar. Eu estou dizendo oficialmente – eu não tenho o John (Elkann, presidente da equipe) aqui comigo, mas a Ferrari fez a escolha dela. Há confiança no Fred e em sua equipe. Nada mudou”
Maria Conti acrescentou que a declaração às pressas buscou evitar que o ambiente da equipe ficasse marcado por rumores às vésperas de uma etapa do calendário, citando especificamente o objetivo de manter um cenário “unido e coeso” para o GP do Bahrein na Malásia, marcado para este final de semana.
“Gostaríamos de evitar que o próximo fim de semana na Malásia seja focado apenas nesse tipo de fofoca e especulação”
Contexto dos rumores e personagens envolvidos
Os rumores sobre a instabilidade de Vasseur começaram a ganhar força nas últimas corridas, em um período de perda de desempenho da Ferrari após as férias de verão europeu. A pressão sobre o chefe da equipe foi ampliada por comentários do ex-chefe da Red Bull, Christian Horner, que tem sido ligado a projetos de retorno ao paddock e chegou a declarar publicamente interesse especial pela Ferrari.
“Sempre fui apenas um funcionário, passei 21 anos sentado no (pit) wall e não preciso voltar a fazer isso. Nesta fase da minha vida, há apenas uma equipe pela qual eu aceitaria não ter participação acionária. A Ferrari é a marca mais importante da Fórmula 1. É um sonho. E podemos dizer que é o gigante adormecido da F1”
Horner foi demitido da Red Bull em julho de 2025 e, conforme informações públicas, tem buscado modelos em que possa atuar também como acionista, o que o levou a ser relacionado a alternativas como Alpine e um projeto associado à chinesa BYD. Em entrevista ao jornal inglês The Times, Horner deixou explícita a vontade de trabalhar em Maranello caso surgisse a oportunidade.
Reações internas e a posição de Vasseur
Frédéric Vasseur, questionado sobre o tema durante o GP do Azerbaijão, manifestou frustração com a situação e disse que a equipe não vinha trabalhando com serenidade. O chefe da Ferrari também ironizou as declarações públicas que vinham circulando a respeito de sua permanência.
“O sr. Horner procura emprego, isso sabemos, em todos os lugares. Mas o que posso fazer? Apenas tentar dar o meu melhor para impulsionar a equipe, pedir que se mantenham motivados, focados no que é melhor hoje, e não gastar tempo com fofocas”
Segundo Maria Conti, a nota oficial foi também uma tentativa de blindar o ambiente da equipe para os próximos compromissos de pista. Vasseur tem vínculo multianual com a escuderia, assinado em 2025, fator citável como elemento de estabilidade contratual para a liderança técnica em Maranello.
Dados concretos e situação no campeonato
No aspecto esportivo, a Ferrari não vence uma corrida desde o GP da Grã-Bretanha, quando Charles Leclerc alcançou a vitória. No campeonato de construtores, a equipe ocupa a segunda posição, com 378 pontos, mas vem perdendo ritmo nas últimas provas e viu a Mercedes abrir vantagem na liderança.
Além disso, nos últimos dias circulou matéria de jornal italiano alegando tensão entre Vasseur e um heptacampeão da categoria, com pedido de mudanças na equipe. O texto original apontou que o heptacampeão teria solicitado troca de membros do grupo, mas, conforme a fonte consultada posteriormente, o piloto da Ferrari negou publicamente ter pedido mudanças e declarou confiança no trabalho de Vasseur quando questionado.
O que está em jogo
Para a Ferrari, a manutenção de Vasseur à frente da equipe significa tentar preservar continuidade técnica e foco de curto prazo em corrigir a perda de desempenho que se materializou após as férias de verão europeu. A pressão externa, sobretudo vinda de figuras com projeção como Horner, aumenta o ruído em torno do trabalho de bastidores e cria um desafio adicional de gestão da comunicação interna e externa.
Do ponto de vista do campeonato, cada prova passa a ter peso ampliado: manter ou recuperar ritmo competitivo é crucial para não permitir que rivais consolidem vantagem na briga pelo título de construtores e também para proteger a liderança e a confiança dos pilotos dentro do carro.
Fecho e próximo capítulo
Com a Ferrari publicamente reafirmando apoio ao seu chefe de equipe, a narrativa se desloca agora para a pista: o próximo compromisso mencionado pela própria comunicação da equipe é o GP do Bahrein na Malásia, marcado para este final de semana. Será ali — em ambiente que a própria Ferrari busca manter “unido e coeso” — que a escuderia terá nova oportunidade de mostrar se a confiança reiterada em Vasseur se traduz em recuperação de performance imediata.
Nos próximos dias, a evolução do desempenho da equipe nas sessões de treino e na corrida deverá definir se as especulações retornarão ao centro do noticiário ou se a posição pública de apoio dará margem a uma fase de menor turbulência em Maranello.

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