Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Rodrygo voltou a treinar com bola em Valdebebas nesta segunda-feira, 28, em mais um passo visível na recuperação da cirurgia no joelho direito. A atividade marcou a passagem do atacante por uma fase mais avançada do processo de reabilitação, depois de meses afastado dos gramados por conta de uma lesão no ligamento cruzado anterior e no menisco.
Detalhes da lesão e da recuperação
O brasileiro não joga desde 2 de março, quando entrou em campo contra o Getafe no Santiago Bernabéu, pela La Liga 2025/26. Em 10 de março, Rodrygo foi submetido à cirurgia para corrigir o rompimento do ligamento cruzado anterior e tratar o menisco do joelho direito. A intervenção deu início a um plano de recuperação estimado entre oito e nove meses, que tem sido conduzido no centro de treinamento do clube, em Valdebebas.
No início de setembro, o jogador já havia voltado aos gramados do centro de treinamento para realizar corridas leves, ainda separado do restante do grupo. A sessão desta segunda-feira, com a bola nos pés, representa a entrada na reta final do processo de reabilitação, cuja meta continua sendo o retorno entre dezembro deste ano e janeiro do ano que vem.
Ao longo do período de recuperação, Rodrygo desfalcou o Real Madrid e também acabou ficando de fora da convocação para a Copa do Mundo que sonhava disputar com a seleção brasileira sob o comando do treinador citado no material original. A retomada gradual em Valdebebas tem sido acompanhada por profissionais do clube e pelo departamento médico, com foco em etapas progressivas: corrida, trabalho com bola individual e, por fim, reintegração coletiva.
Interesse do treinador e acompanhamento
No mês passado, o técnico visitou Valdebebas para se informar sobre o estado físico de Rodrygo. A expectativa apontada é a de que o clube conte com o atacante para a fase final do calendário anual, caso a evolução clínica e os testes físicos sigam dentro do previsto. Rodrygo tem 25 anos e integra o elenco do Real Madrid desde sua consolidação no clube; também esteve na Copa do Mundo de 2022.
O retorno ao trabalho com bola costuma ser um indicador importante no cronograma de recuperação para lesões desse tipo, pois permite avaliar respostas do atleta a estímulos técnicos e potenciais desconfortos que não aparecem em corridas sem bola. Seguindo a sequência já iniciada — corridas leves no gramado, exercícios com bola e monitoramento constante —, a equipe médica e técnica terá elementos para decidir sobre participação em treinos coletivos e possíveis intensificações nas próximas semanas.
O que está em jogo
Além do impacto esportivo imediato para o Real Madrid, a disponibilidade de Rodrygo tem relevância para o ciclo da seleção brasileira rumo a 2030. A presença de um jogador com desempenho já reconhecido em nível de clubes europeus e experiência em competições de alto nível é considerada estratégica tanto para a rotação de ponta quanto para opções táticas do treinador.
Do ponto de vista pessoal, o período de reabilitação define não apenas a janela de retorno aos gramados, mas também a readaptação a ritmos de jogo intenso e à resistência a impactos e mudanças de direção, elementos críticos para atacantes que atuam em velocidade nas alas.
Os pontas do ciclo do Brasil para 2030
- Vinicius Júnior — Real Madrid
- Estêvão — Chelsea
- Raphinha — Barcelona
- Rayan — Bournemouth
- Gabriel Martinelli — Al-Hilal
- Rodrygo — Real Madrid
- Antony — Real Bétis
- Savinho — Tottenham
- Igor Paixão — Olympique de Marselha
- Alisson Santos — Napoli
- William Gomes — Porto
- Kevin — Fulham
- Luiz Henrique — Zenit
- Allan — Manchester City
- Gabriel Mec — Porto
- Samuel Lino — Flamengo
- Gabriel Carvalho — Shakthar Donetsk
- Alysson — Aston Villa
Essa lista reúne jogadores que aparecem como opções para as alas no planejamento do ciclo até 2030, contemplando nomes que atuam em grandes clubes europeus e alguns que permanecem no futebol brasileiro. A recuperação de Rodrygo e seu retorno ao formato de jogo podem influenciar diretamente na formação de alternativas para o setor ofensivo da seleção nos próximos anos.
Próximos passos na reabilitação e no calendário
Com a bola nos pés durante os treinos em Valdebebas, Rodrygo deverá passar por avaliações físicas e processos de acompanhamento que determinarão a velocidade de sua integração às atividades coletivas. Esses passos incluem testes de resistência, exercícios de contato controlado e, por fim, participação em treinos táticos com o elenco.
Se os próximos checkpoints forem cumpridos sem intercorrências, a meta de retorno entre dezembro e janeiro será reavaliada em função do rendimento nos trabalhos e dos exames médicos. Para o torcedor e para a comissão técnica, a expectativa é de que o atacante recupere a forma gradualmente, respeitando prazos médicos e protocolos de reintrodução ao jogo competitivo.
Enquanto isso, o clube segue monitorando a evolução e o calendário de jogos para planejar a recomposição do elenco e as opções ofensivas até a provável volta de Rodrygo. O estágio atual, com trabalho de bola confirmado na sessão desta segunda-feira, 28, representa um avanço concreto em direção a esse objetivo.

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