Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Após 43 dias e apenas 16 minutos em campo pelo Orlando Pride, a atacante rescindiu o contrato e embarcou para a Espanha. Assinou com o Atlético de Madrid para recuperar ritmo e buscar volta à seleção brasileira.
Gabi Nunes anunciou a rescisão contratual com o Orlando Pride após 43 dias no clube e acertou com o Atlético de Madrid, em movimento que a atacante definiu como necessário para recuperar ritmo de jogo e buscar volta à seleção brasileira. A decisão ocorreu na tarde de quarta-feira, quando a jogadora rescindiu o vínculo e deixou os Estados Unidos a caminho da Espanha, onde assinou com o novo time na quinta-feira; o acerto foi anunciado pelo clube na sexta-feira.
Desenvolvimento da história e números concretos
Foram 43 dias, duas entradas em campo e apenas 16 minutos disputados por Gabi Nunes enquanto esteve nos Estados Unidos representando o Orlando Pride. Ela foi relacionada para seis partidas e teve participação efetiva em duas: entrou por um minuto contra o Portland Thorns FC e por 15 minutos diante do Utah Royals. A atacante, de 29 anos, chegou ao Orlando em agosto, saída que ocorreu após passagem no Aston Villa no começo do ano.
No período em que esteve no clube, a equipe viveu uma mudança de comando: Seb Hines, treinador quando Gabi assinou, deixou a função e a interina Yolanda Thomas assumiu faltando seis rodadas para o término da NWSL. A jogadora declarou que pediu uma conversa com a comissão técnica para entender o plano de utilização e avaliou que, diante das incertezas e da necessidade de minutos, precisou tomar a decisão de sair.
“Preciso voltar a jogar para ter chances de novo na Seleção.”
Gabi explicou que a decisão foi pensada junto à família e que também considerou retornar ao Corinthians neste ano, mas optou pela proposta do Atlético de Madrid, clube que disputará títulos e onde a jogadora tem experiência prévia no futebol espanhol.
Bastidores da saída e diálogo com pessoas próximas
Em sua explicação sobre o processo que levou à rescisão, Gabi afirmou que não houve conflito com a comissão técnica do Orlando Pride, mas que a mudança de comando impactou o cenário. Segundo ela, houve conversas longas, noites sem dormir e a procura por conselhos para definir o melhor caminho a seguir.
“Eu pedi para conversar com eles, no Orlando Pride. Queria saber o que eles queriam, se iam me utilizar. Porque a gente teve uma conversa antes de eu ir, me passaram umas situações e acabou que trocou o técnico, começou a ficar meio bagunçado. E aí eu não posso perder tempo.”
Gabi contou ter buscado opiniões dentro do próprio elenco e entre familiares antes de decidir. No elenco do Orlando Pride, dividindo rotinas com brasileiras, ela citou que ouviu colegas e recebeu apoio para buscar felicidade e mais tempo de jogo. Em declarações, a atacante citou a facilidade de adaptação ao futebol espanhol por ter atuado anteriormente no país, e a perspectiva de disputar competições de alto nível no Atlético de Madrid como fatores relevantes.
- Temporada no Orlando Pride: 43 dias no clube, relacionada para 6 partidas.
- Entradas em campo: 1 minuto contra Portland Thorns FC; 15 minutos contra Utah Royals (total 16 minutos).
- Idade: 29 anos.
- Transferência: saída na tarde de quarta-feira; assinatura com o Atlético de Madrid na quinta-feira; anúncio oficial do novo clube na sexta-feira.
- Companheiras citadas: Marta, Angelina, Rafaella e Luana.
Contexto e retrospecto da carreira
A decisão de voltar à Espanha é apoiada pela trajetória anterior de Gabi Nunes no país: ela teve três temporadas no futebol espanhol, defendendo Madrid CFF e Levante. Essa experiência é citada pela atacante como facilitadora de adaptação ao novo clube, fator importante em uma mudança realizada com rapidez.
Gabi também passou pelo Aston Villa no início do ano antes de se transferir em agosto para o Orlando Pride. No clube norte-americano, apesar do elenco com várias brasileiras e da recepção considerada boa por parte da comissão técnica, a busca por minutos foi o elemento determinante para a saída.
Um objetivo pessoal e esportivo claro foi reiterado por Gabi: a busca por vaga na seleção brasileira e, por consequência, a preparação visando grandes competições. Ela já jogou uma Copa do Mundo e destacou o desejo de disputar uma edição no Brasil, apontando que para isso precisa estabelecer sequência de jogos e visibilidade para a comissão técnica.
“Foi um acordo mútuo entre as duas partes… Teve uma oportunidade (do Atlético de Madrid), sentei com meus familiares e a gente estudou a melhor possibilidade, para eu poder voltar a jogar, ser feliz novamente, porque jogadora gosta de jogar.”
Gabi mencionou ter conversado com o treinador que a conhece desde os 16 anos — referência a um profissional com quem tem relação longa — e afirmou que não havia necessidade de explicações amplas, já que sua postura e dedicação são conhecidas.
O que está em jogo e o próximo passo
Para a atacante, o fator decisivo foi recuperar sequência de partidas para disputar uma vaga na seleção e, possivelmente, estar nas convocações futuras para competições de maior visibilidade. A ida ao Atlético de Madrid representa, segundo a própria jogadora, uma oportunidade de jogar em uma liga que ela conhece bem e de brigar por títulos, elementos que podem favorecer sua reentrada no radar da seleção.
O próximo passo imediato da história é a integração de Gabi Nunes ao Atlético de Madrid, com formalização do contrato já realizada na quinta-feira e anúncio público na sexta-feira. A expectativa, conforme colocada pela jogadora, é por mais tempo de jogo, adaptação rápida por conta de passagens anteriores pela Espanha e a busca por recuperar o espaço na seleção brasileira.
Em síntese, a saída-relâmpago do Orlando Pride será lembrada como uma decisão tomada pela atacante para priorizar minutos em campo e objetivos de longo prazo. Resta acompanhar como será sua adaptação ao novo clube e se essa mudança se traduzirá em mais oportunidades e convocações futuras.

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