Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Atacante brasileiro converteu as 13 cobranças que cobrou pelo clube, mantendo aproveitamento perfeito. Na carreira são 21 gols em 22 pênaltis; único erro foi em 2017, no Vitória de Guimarães.
Lead
Raphinha tem se destacado como o batedor oficial de pênaltis do Barcelona: o atacante converteu as 13 penalidades que cobrou pelo clube, preservando aproveitamento de 100% nas cobranças pelo time catalão. Na soma da carreira, o brasileiro acumulou 21 gols em 22 cobranças, com o único erro registrado em 2017, quando defendia o Vitória de Guimarães.
Desenvolvimento
O início de temporada do Barcelona tem contado com as contribuições de Raphinha, que assumiu papel de referência nas cobranças de pênalti desde a temporada 2023/24. A estreia do jogador como cobrador pelo clube ocorreu em confronto contra a Real Sociedad, quando bateu no canto direito. Desde então, todas as suas cobranças pelo Barcelona foram convertidas, totalizando 13 em 13.
No conjunto da carreira, o histórico de Raphinha em pênaltis também chama atenção: são 21 acertos em 22 tentativas. A única cobrança desperdiçada aconteceu em 2017 enquanto ele atuava pelo Vitória de Guimarães. Esse retrospecto coloca o brasileiro entre os batedores mais confiáveis do elenco quando a equipe é marcada por uma penalidade a seu favor.
Um traço curioso do repertório de Raphinha, observado ao longo das suas campanhas como cobrador, foi a alternância de cantos: o jogador costumava variar entre o lado direito e o esquerdo nas cobranças, evitando repetir o mesmo canto em cobranças consecutivas. Houve, no entanto, uma exceção a esse comportamento nas primeiras fases: uma cobrança executada como cavadinha contra o Sevilla foi apontada como exceção à regra de alternância.
Nas últimas semanas, porém, houve alteração no padrão de escolha do lado. Raphinha bateu para a direita em cobranças contra Nottingham Forest, Al Ahly e Elche. Em outra ocasião envolvendo o Sevilla, ele foi para a esquerda. Em partida diante do Racing, o jogador voltou a cobrar para a direita e, na segunda cobrança da própria partida, repetiu o canto, invertendo a sequência de alternância que vinha mantendo anteriormente.
Contexto
Do ponto de vista do clube, dispor de um batedor com aproveitamento pleno em cobranças de pênalti é uma vantagem tática e psicológica. A consistência de Raphinha em situações de bola parada penal facilita decisões do técnico e tende a reduzir incertezas em momentos decisivos de partidas em torneios de mata-mata ou pontos corridos. Além disso, a presença de outro atacante de referência ofensiva no elenco, Gabriel Jesus, indica que a equipe terá alternativas no momento de definir o responsável por cobranças quando houver escalações ou alterações táticas.
Para o próprio Raphinha, manter alta eficácia em pênaltis contribui para reforçar seu papel ofensivo no clube e para a confiança nas baterias de tiro da equipe. A estatística de 13 em 13 pelo Barcelona contrasta com o único erro na carreira, o que também tem impacto na percepção pública sobre sua competência em cobranças decisivas. A mudança recente de padrão — com mais cobranças direcionadas ao lado direito em sequência — pode refletir estratégia pessoal, leitura de adversários ou decisões tomadas no calor das partidas; independentemente da motivação, a conversão manteve-se.
No contexto da seleção brasileira, em que Raphinha também já executou penalidades, a variabilidade de cantos e a capacidade de manter a calma em momentos de pressão reforçam seu perfil de jogador com repertório técnico para ser acionado em jogos eliminatórios. Entretanto, a alternância entre cantos e a eventual repetição em sequência impõem que goleiros e preparadores dos clubes adversários façam análise constante do comportamento do cobrador.
Fecho
O próximo passo da história é acompanhar se Raphinha vai sustentar o aproveitamento perfeito em eventuais novas cobranças pelo Barcelona e se a mudança de padrão observada nas últimas partidas se consolidará como uma nova tendência ou será apenas uma série pontual. A relação entre a escolha do canto, a leitura do adversário e a execução final continuará sendo tema de atenção para técnicos, preparadores e torcedores sempre que o clube for premiado com uma penalidade.
Enquanto isso, o time seguirá contando com a presença de Gabriel Jesus no elenco, o que amplia as opções ofensivas e intensifica a disputa por momentos decisivos. Cabe ao próprio jogador, à comissão técnica e ao departamento de análise manter a consistência que vem sendo traduzida nas estatísticas até aqui: 13 de 13 pelo Barcelona e 21 de 22 na carreira, com o único erro em 2017 pelo Vitória de Guimarães.

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