Foto: Agência Brasil/EBC — uso em caráter informativo.
Em Salvador, a equipe paulista saiu na frente na semifinal com gol aos 13 minutos, após jogada iniciada por Belén Aquino. O duelo teve público recorde na Fonte Nova: 5.811 torcedores.
A partida entre Bahia e Corinthians, pelas semifinais da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino, terminou com vitória do time paulista por 1 a 0 na noite da última terça-feira (15), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Apesar do recorde de público para o futebol feminino no estádio — 5.811 presentes, sendo 5.758 pagantes — a torcida tricolor viu a equipe sair em desvantagem para o jogo de volta.
O jogo por detalhes
O único gol ocorreu ainda no primeiro tempo, aos 13 minutos. Em jogada que começou com Belén Aquino, a atacante roubou a bola de Raquel quase na meia-lua, acionou a atacante Jhonson dentro da área, e a camisa 9 dominou e finalizou entre as pernas da goleira Yanne, colocando 1 a 0 no placar.
O Bahia tentou reagir rapidamente. Aos 16 minutos do primeiro tempo, Cássia foi lançada na área pela esquerda por Taty Sena e finalizou cruzado, buscando o contrapé da goleira corintiana Nicole, que fez a defesa. Foi a chance mais clara das donas da casa na etapa inicial. As anfitriãs conseguiram trocar passes, mas tiveram dificuldade para finalizar com perigo, enquanto o Corinthians apostava em contragolpes — como aos 37 minutos, quando Vic Albuquerque testou e Yanne salvou no ângulo.
No segundo tempo, o Bahia pressionou e reclamou de duas decisões da arbitragem: aos 9 minutos, após lance em que Juliete derrubou Roque na área depois de desarme com carrinho; e aos 15, quando houve uma solada da lateral Dan no tornozelo da zagueira Thaís Ferreira. Em nenhum dos casos a árbitra Andreza Helena de Siqueira ou o árbitro de vídeo (VAR) marcaram penalidade ou cartão vermelho.
Aos 29 minutos da etapa final, Dany Silva cobrou falta pela direita, quase na linha de fundo, com a bola buscando o ângulo esquerdo; Juliete salvou de cabeça no limite. Aos 37, Ju Oliveira pegou sobra após escanteio e acertou o alto da trave esquerda do gol corintiano. Já nos acréscimos, a goleira Yanne foi para a área adversária nas bolas paradas em busca do empate, mas o Corinthians segurou a vantagem mínima até o apito final.
Dados e contexto imediato
O triunfo coloca o Corinthians em posição confortável para o jogo de volta: as paulistas têm a vantagem do empate no reencontro marcado para a próxima segunda-feira (21), às 21h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena, em São Paulo, com nova transmissão pela TV Brasil. Para avançar à final, o Bahia — apelidado de Mulheres de Aço — precisa vencer por dois ou mais gols de diferença, conforme as circunstâncias estabelecidas para este confronto entre as quatro melhores equipes do país.
Além da vantagem no placar agregado e da regra do empate favorável às visitantes, cabe destacar a sequência recente do Corinthians em competições nacionais: o time é referido como ‘As Brabas’ e busca a décima final consecutiva, meta que reforça o peso da próxima partida em São Paulo.
O que está em jogo
A vaga na final do Campeonato Brasileiro Feminino está em disputa em duas partidas. Quem passar do confronto entre Bahia e Corinthians enfrentará o vencedor do duelo entre São Paulo e Flamengo. No primeiro jogo desse outro confronto, as paulistas venceram por 3 a 1 no Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, resultado que dá vantagem ao São Paulo na decisão que será realizada no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas.
Próximos confrontos
- 21/09, às 21h30 — Neo Química Arena (São Paulo): Corinthians x Bahia — jogo de volta da semifinal;
- 19/09, às 16h30 — Brinco de Ouro da Princesa (Campinas): São Paulo x Flamengo — jogo de volta da outra semifinal.
O vencedor entre São Paulo e Flamengo será o adversário do confronto entre Bahia e Corinthians na decisão. Pelo resultado do primeiro jogo entre as paulistas e as cariocas (3 a 1), o São Paulo parte com margem que lhe permite perder por um gol de saldo no Brinco e ainda assim avançar — informação relevante para a definição do outro finalista.
Leitura regional e repercussão
Para o futebol feminino do Nordeste, a noite em Salvador teve dois sentidos: por um lado, o registro de público na Arena Fonte Nova mostra crescimento de interesse e potencial de mobilização da torcida feminina na região; por outro, o resultado significa que o representante baiano terá de buscar uma vitória expressiva longe de casa para sonhar com a final. O empate ou uma derrota por margem mínima penalizam o desempenho das tricolores no confronto eliminatório.
Do ponto de vista técnico, o jogo refletiu limitações do Bahia na criação de chances no primeiro tempo e maior eficiência corintiana nos contragolpes. Na etapa final, o volume ofensivo tricolor foi maior, com finalizações perigosas e pressão sobre a defesa visitante, mas sem sucesso em converter oportunidades em gol importante para modificar a dinâmica do confronto.
Fecho — o próximo passo da história
A história do confronto vai se decidir em São Paulo na próxima segunda-feira (21). O Bahia terá a missão de buscar uma vitória por dois ou mais gols para reverter a vantagem alvinegra; o Corinthians, por sua vez, entra em condição de jogo controlado: defender a vantagem mínima fora de casa e aproveitar a vantagem do empate para tentar assegurar mais uma presença em finais. A segunda partida definirá quem seguirá com a chance de disputar o título nacional.
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