Foto: Agência Brasil/EBC — uso em caráter informativo.
No Maracanãzinho, o Brasil dominou o Chile por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/16 e 25/11 em 1h20 de jogo. Adriano marcou 13 pontos, Bryan 11 e Judson 9 enquanto a seleção mira a vaga para Los Angeles.
Nesta terça-feira (15), a seleção masculina do Brasil estreou com triunfo no Campeonato Sul-Americano de vôlei, vencendo o Chile por 3 sets a 0. O resultado reafirmou o objetivo brasileiro no torneio: buscar o título que garante vaga na Olimpíada de Los Angeles.
Desenvolvimento
O confronto no Maracanãzinho teve parciais de 25/23, 25/16 e 25/11, com duração aproximada de uma hora e 20 minutos. A equipe brasileira, comandada por Bernardinho, contou com atuação ofensiva de destaque do ponteiro Adriano, que somou 13 pontos. O oposto Bryan contribuiu com 11 pontos e o central Judson anotou 9 pontos, sendo 3 deles de bloqueio.
O Brasil quase se complicou no primeiro set, encontrando dificuldade para abrir distância, mas nas parciais seguintes a superioridade foi mais clara e a vitória saiu sem maiores problemas. A partida marcou a estreia do país em uma competição que vale mais do que o título continental: o campeão ganhará classificação direta para a Olimpíada de Los Angeles.
Formato da competição e participantes
O Sul-Americano reúne seis seleções e será disputado em sistema de turno único, com cada seleção enfrentando as demais ao longo de cinco rodadas. As regras de pontuação previstas são claras: vitórias por 3 a 0 ou 3 a 1 valem três pontos; triunfos por 3 a 2 dão dois pontos ao vencedor e um ponto ao perdedor.
Participantes
- Brasil
- Chile
- Argentina
- Bolívia
- Colômbia
- Venezuela
Contexto
A equipe brasileira entrou na competição pressionada após uma campanha abaixo do esperado na Liga das Nações, em que ficou de fora da fase final pela primeira vez desde a criação do torneio, em 2018. Esse histórico aumentou a importância do Sul-Americano como oportunidade de recuperação e confirmação de força continental.
Além da vaga olímpica reservada ao campeão, a disputa tem outros estímulos internacionais: as posições altas da tabela também costumam ser consideradas no processo de classificação para eventos mundiais. Em competições recentes da região, ficou estabelecido que as melhores colocações teriam impacto em convites e vagas para torneios intercontinentais — entre eles, vagas para o Mundial, com atenção especial às duas primeiras posições.
O torneio está sendo realizado no Rio de Janeiro, com todos os jogos programados para o Maracanãzinho. A centralização dos duelos na mesma arena facilita a logística das delegações e também concentra a visibilidade do certame no cenário do voleibol sul-americano.
Programação do Brasil
- 16/09 — 20h (horário de Brasília): Brasil x Bolívia
- 17/09 — 20h (horário de Brasília): Brasil x Colômbia
- 19/09 — 11h (horário de Brasília): Brasil x Venezuela
- 20/09 — 10h (horário de Brasília): Brasil x Argentina
As partidas seguintes serão determinantes para a formação da tabela final em um formato em que a campanha ao longo das cinco rodadas define o campeão. Vitórias com parciais mais curtas trazem vantagem na soma de pontos, o que pode ser decisivo em caso de igualdade de resultados.
O que está em jogo
Mais do que a medalha continental, o torneio representa uma via direta à Olimpíada para o campeão, e coloca sobre os ombros das seleções a necessidade de alinhar rendimento, aproveitamento e consistência. Para o Brasil, além da vaga olímpica possível, o desafio é recuperar a confiança da torcida e do elenco após a queda precoce na Liga das Nações, resignificando a campanha em nível sul-americano.
Para jogadores que tiveram bom desempenho na temporada doméstica e continental, como Bryan, destacado na Superliga Masculina, o Sul-Americano serve também como vitrine e teste de entrosamento para os próximos ciclos da seleção.
Próximo passo
Depois da estreia contra o Chile, o foco da seleção brasileira será imediato: a partida contra a Bolívia, marcada para quarta-feira (16) às 20h, aparece como o primeiro compromisso seguinte e uma oportunidade para ampliar a margem de pontos na tabela. A sequência com Colômbia, Venezuela e Argentina obrigará o Brasil a manter regularidade e intensidade para assegurar a melhor campanha possível nas cinco rodadas.
O andamento da competição e os resultados nas próximas rodadas vão desenhar com clareza as chances de cada país rumo ao título continental e às vagas internacionais em jogo. A expectativa é de que as disputas permaneçam acirradas até o apito final, com atenção especial ao desempenho brasileiro em busca da vaga para Los Angeles.
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