Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Wawrinka, 41, foi confirmado na seleção suíça para o duelo com o Brasil nos dias 18 e 19 de setembro na Farmasi Arena. O encontro inédito contra João Fonseca será em quadra dura e vale vaga nas qualificatórias.
O suíço Stan Wawrinka, de 41 anos, foi confirmado na equipe da Suíça para o confronto da Copa Davis contra o Brasil, que será disputado nos dias 18 e 19 de setembro na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A presença do tricampeão de Grand Slam reforça o duelo válido pelo Grupo Mundial I e coloca em evidência o encontro inédito no circuito entre Wawrinka e o brasileiro João Fonseca.
Detalhes do confronto
O confronto entre Brasil e Suíça acontecerá em quadra dura coberta montada na Farmasi Arena. A série, marcada para os dias 18 e 19 de setembro, valerá vaga nas qualificatórias do Grupo Mundial na próxima temporada: a seleção vencedora no Rio de Janeiro avançará para disputar, no início de 2027, um lugar entre as melhores equipes que brigarão pelo título; a equipe derrotada perderá a chance de lutar pelo troféu e irá disputar os playoffs de rebaixamento para tentar permanecer na divisão principal.
Escalações
Suíça
- Stan Wawrinka — 127º (ranking ATP)
- Remy Bertola — 174º (ranking ATP)
- Jérôme Kym — 178º (ranking ATP)
- Dominic Stricker — 273º (ranking ATP)
- Jakub Paul — 869º em simples e 65º em duplas
Brasil
- João Fonseca — 26º (ranking ATP)
- Gustavo Heide — 128º (ranking ATP)
- Matheus Pucinelli — 260º (ranking ATP)
- Orlando Luz — (especialista em duplas)
- Rafael Matos — (especialista em duplas)
Desenvolvimento e contexto esportivo
Wawrinka retorna à equipe da Suíça na temporada em que planeja se despedir do tênis profissional. Tricampeão de Grand Slam — Australian Open de 2014, Roland Garros de 2015 e US Open de 2016 — e ex-número 3 do mundo, o suíço não disputava a Copa Davis desde 2023. Sua experiência em duelos por equipes é histórica: ele integrou, ao lado de Roger Federer, a campanha que levou a Suíça ao título inédito da Davis em 2014 e também foi companheiro de dupla na medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.
“Estou muito feliz por poder representar a Suíça pela última vez na Copa Davis em meu último ano, depois de todas as emoções que vivi graças a esta equipe” — afirmou Wawrinka.
Do lado brasileiro, o capitão Jaime Oncins monta a equipe em torno de João Fonseca, principal nome do time com o 26º lugar no ranking da ATP. Fonseca vem de um período de recuperação: ele foi desfalque de última hora no US Open devido a uma lesão muscular na região abdominal, que o afastou das quadras nas últimas semanas. Wawrinka, por outro lado, entrou na chave do US Open e disputou a primeira rodada graças a um convite.
“A gente tem um desafio muito importante pela Copa Davis contra a Suíça. E a gente conta muito com a torcida de vocês para fazer a diferença” — disse João Fonseca em vídeo publicado pela Confederação Brasileira de Tênis.
Embora Fonseca e Wawrinka nunca tenham se enfrentado no circuito profissional — o embate será o primeiro entre os dois — a diferença de gerações é marcante: Wawrinka nasceu em 1985 e Fonseca em 2006, com 21 anos de diferença entre eles. Fonte de experiência para a Suíça e de juventude e impulso para o Brasil, o confronto terá atenção especial por reunir um veterano em processo de despedida e um jovem em ascensão no circuito.
Retrospecto e o que está em jogo
Considerando partidas de simples em confrontos do Grupo Mundial da Copa Davis pela equipe principal do Brasil, João Fonseca tem retrospecto de 6 jogos disputados, com 4 vitórias e 2 derrotas. Na categoria júnior, Fonseca já tem experiência positiva: ele foi campeão da Copa Davis Juvenil pelo Brasil em 2022, um indicativo de seu desempenho em competições por equipes.
Para a Suíça, a convocação de nomes como Remy Bertola, Jérôme Kym, Dominic Stricker e Jakub Paul busca combinar opções de simples e recursos em duplas — Paul, por exemplo, aparece com ranking bem mais alto em duplas (65º) do que em simples (869º). Para o Brasil, além de Fonseca, Gustavo Heide e Matheus Pucinelli aparecem como alternativas no simples, enquanto Orlando Luz e Rafael Matos são opções especialistas para o jogo de duplas.
Está em jogo muito mais do que a vitória em uma série: a seleção triunfante no Rio avançará para a fase qualificatória do Grupo Mundial, com disputas previstas para o início de 2027, e manterá viva a chance de integrar o grupo de seleções que brigam pelo título. A equipe derrotada, por sua vez, verá suas perspectivas de título encerradas nesta edição e terá de disputar playoffs de rebaixamento para tentar permanecer na divisão principal.
Além do aspecto esportivo e dos pontos no ranking por equipes, o confronto terá impacto na preparação e calendário dos atletas para o restante da temporada e para a temporada seguinte, especialmente para um jogador veterano que escolheu a Davis como palco de uma despedida em sua carreira e para um jovem talento que busca consolidar seu espaço entre os melhores do circuito.
O próximo passo
Os jogos em si serão realizados nos dias 18 e 19 de setembro na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, e a torcida carioca deverá ter papel importante na atmosfera do confronto. Depois da definição das equipes e das condições físicas dos atletas nos dias que antecedem o confronto, o foco estará nas escolhas do capitão Jaime Oncins para as partidas de simples e duplas e na estratégia adotada pela Suíça para tirar proveito da experiência de Wawrinka.
O episódio marcará também um capítulo final da trajetória de Wawrinka na Copa Davis — caso ele entre em quadra com a seleção — e um teste de resistência e ambição para Fonseca e os demais brasileiros, que contarão com o apoio local para tentar avançar rumo às qualificatórias do Grupo Mundial.

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