Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Na Arena Batistão, Planalto-GO conquistou o troféu após vitória por 1 a 0 sobre o Juventude de Estância. O gol saiu em cobrança de falta nos acréscimos do 1º tempo. A equipe goiana segurou o resultado e celebrou.
A noite de sábado, na Arena Batistão, terminou com o Planalto-GO celebrando o título do Campeonato Brasileiro Feminino Série A3 após vitória por 1 a 0 sobre o Juventude de Estância. A equipe goiana repetiu o placar do jogo de ida e assegurou o troféu com um gol de falta nos acréscimos do primeiro tempo.
Desenvolvimento
O confronto decisivo teve caráter tático desde o início: o time de Aparecida de Goiânia jogava pelo empate, enquanto as estancianas precisavam de uma vitória por dois ou mais gols de diferença para conquistar o título no tempo normal. Caso o Juventude de Estância vencesse apenas por um gol, a decisão iria para os pênaltis.
O primeiro tempo foi truncado e com poucas oportunidades de lado a lado, até que, aos 47 minutos da etapa inicial, o Planalto-GO ampliou a vantagem do confronto em uma cobrança de falta. A camisa 10 Brenda cobrou com precisão, acertando o ângulo e fazendo o gol que se confirmou como o único da partida.
No segundo tempo, o Juventude de Estância, comandado por Ricardo Pereira, tentou impor pressão e partir para o abafa em busca da igualdade no placar. A equipe subiu mais ao ataque, mas teve dificuldades em criar chances claras e, por vezes, cedeu contragolpes perigosos que quase ampliaram a vantagem goiana.
Uma das melhores oportunidades das mandantes veio em uma falta cobrada por Manu, que foi negada pela goleira do Planalto em defesa providencial. Do outro lado, o Planalto chegou a balançar a rede na finalização de Idalana, mas a jogada foi anulada por impedimento. A posição irregular da camisa 50 foi confirmada após revisão pelo VAR.
Dados e efeitos da final
Com o triunfo por 1 a 0 no Batistão, repetindo o resultado do duelo de ida, o Planalto-GO sagrou-se campeão da Série A3. As quatro equipes que já haviam garantido o acesso à Série A2 do ano que vem foram confirmadas: Planalto-GO, Juventude de Estância, Realidade Jovem e Portuguesa-AP.
Contexto e histórico da competição
A terceira divisão feminina do Campeonato Brasileiro existe desde 2022 e, desde então, o título passou por diferentes estados. A campanha do Planalto em 2026 foi marcada por uma boa sequência: além do título, a equipe manteve invencibilidade em suas partidas em casa e carimbou a taça atuando fora de seus domínios.
Campeões da Série A3
- 2022: Taubaté-SP (primeiro campeão)
- 2023: Mixto
- 2024: Vasco
- 2025: Atlético Piauiense
- 2026: Planalto-GO
O título de 2026 representa o primeiro campeonato nacional da história do futebol feminino goiano, marco apontado como simbólico para a consolidação do projeto das Planaltinas e para a visibilidade do futebol feminino em Goiás.
O que estava em jogo
Além do troféu, a final representou a confirmação de acesso de quatro clubes à Série A2, com impacto direto na estrutura esportiva e administrativa das equipes para a próxima temporada. A promoção implica planejamento para o aumento da competitividade, logística e possíveis reforços visando disputar a divisão imediatamente superior.
Do ponto de vista esportivo, o Juventude de Estância entrou em campo precisando reverter o resultado adverso da partida de ida e não conseguiu imprimir o volume de jogo que vinha apresentando ao longo da competição. A necessidade de vencer por dois gols de diferença condicionou a leitura tática do duelo e influenciou a dinâmica da decisão.
Próximos passos
O capítulo seguinte para as quatro equipes promovidas será a preparação para a Série A2 do ano que vem. Para o Planalto-GO, o desafio será transformar o título em projeto sustentável, reforçando elenco e estrutura para competir em nível superior. Para o Juventude de Estância, resta a consolidação das bases que levaram o clube à final e a busca por evoluções que aumentem as chances de conquista em futuras edições.
Na dimensão regional, a conquista do Planalto-GO promete impacto na promoção do futebol feminino em Goiás, com potencial para atrair investimentos, fortalecer categorias de base e ampliar o alcance das competições locais. Já no cenário nacional, a Série A3 segue cumprindo o papel de revelar equipes e ampliar a oferta de vagas nas divisões superiores do futebol feminino brasileiro.
Em termos imediatos, a disputa da Série A2 no próximo ano será o termômetro para avaliar o crescimento das promovidas e para medir o quanto a experiência de 2026 servirá de alicerce para metas maiores no calendário nacional.

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