Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Com Neymar em dúvida por suspeita de lesão, Cuca avalia deslocar Arthur Melo para a armação. Volante treina com o elenco e pode assumir função inédita se o camisa 10 não puder jogar.
O técnico Cuca pensa em adaptar o volante Arthur Melo para a função de camisa 10 do Santos, uma opção inédita na carreira do jogador que ganha força diante da possível lesão de Neymar, substituído ao fim do primeiro tempo do clássico contra o Palmeiras e com suspeita de lesão no músculo reto femoral da coxa direita.
Desenvolvimento
Arthur treinou com o elenco santista desde a última segunda-feira, 31, e vinha sendo avaliado para uma entrada já no clássico realizado na quarta, 2. A escalação do meio-campista para essa partida não ocorreu porque o jogador ainda não estava inscrito na competição.
A expectativa agora é tê-lo à disposição diante do Internacional no domingo, 6, no Beira-Rio. Sobre a possibilidade de mudança de posição, o treinador destacou a versatilidade do atleta e sua capacidade de jogo:
Arthur está treinando, jogador polivalente, faz segundo volante, faz a meia, dá controle de jogo e vai ser muito importante para nós
disse o treinador, segundo a informação disponível.
Historicamente atuando como primeiro ou segundo volante nas passagens por Grêmio, Barcelona, Juventus e Fiorentina, Arthur tem atributos de passe e controle que motivam a tentativa de utilizá‑lo mais adiantado no campo. Para a vaga de camisa 10 em caso de ausência de Neymar, existem outras alternativas no elenco: Rollheiser foi a opção imediata quando Neymar foi substituído no jogo de ida contra o Palmeiras, mas a atuação do argentino nessa ocasião pesa contra ele — ele foi substituído ainda no intervalo por conta de mau desempenho. Na quarta, 2, Rollheiser voltou a entrar, porém pelo lado do campo, ocupando a função deixada por Barreal.
Outra possibilidade de reposicionamento seria a entrada de Miguelito no setor ofensivo. A ideia de transformar o jogador boliviano em uma peça polivalente, que atue tanto pelos lados quanto centralizado, partiu do próprio treinador.
Cuca também indicou à diretoria a necessidade de reforços: pediu três contratações — um centroavante, um lateral-esquerdo e um zagueiro ou um meia. A definição sobre a contratação de zagueiro ou meia ficará condicionada ao teste que será feito com Arthur na criação do time.
Informações sobre desfalques e ajustes na escalação
Para a partida em Porto Alegre, o Santos não contará com o zagueiro Lucas Veríssimo e com o atacante Barreal, que, além de estarem machucados, também estão suspensos. Diante dessas ausências, a tendência apontada é que o volante Willian Arão ocupe a vaga de zagueiro, o que abriria uma vaga no meio-campo — essa vaga poderia ser preenchida por Gustavinho ou por outro volante, abrindo assim espaço para que Arthur exerça um papel mais ofensivo e centralizado.
O uso de Arthur como meia ofensivo é visto internamente como uma opção capaz de agregar equilíbrio ao time, unindo marcação e criação em um mesmo jogador, característica que, segundo a análise do corpo técnico, falta quando Neymar atua na função de camisa 10. Neymar, peça de estrela do elenco, tem características ofensivas e desempenha funções defensivas mais brandas, razão pela qual o treinador busca alternativas para suprir eventuais ausências.
Contexto adicional e implicações
O teste com Arthur na função de número 10 pode repercutir além da escalação imediata: há impacto direto na estratégia da diretoria no mercado. A possibilidade de ocupar a vaga de meia com um jogador já no elenco deixa em aberto a contratação de um meia, o que explica a indicação de que a terceira vaga entre zagueiro ou meia ainda não está definida.
Do ponto de vista tático, deslocar um volante de posse de bola para a zona de criação altera o perfil do setor central, exigindo que outros jogadores do meio-campo — como Gustavinho ou um segundo volante — assumam tarefas de marcação e transição. A alternativa de alimentar a criação com um jogador vindo de trás traz o benefício do controle de jogo, mas também exige ajustes defensivos quando a equipe perder a posse.
Em relação ao elenco, a busca por um centroavante e um lateral-esquerdo sinaliza prioridade em setores onde o técnico identificou carências, enquanto a dúvida entre zagueiro ou meia dependerá diretamente do sucesso do experimento com Arthur no papel de organizador.
Fecho: o próximo capítulo
O próximo passo concreto será a resolução da situação registral de Arthur para que ele possa atuar no domingo, 6, no Beira-Rio, e a evolução do quadro clínico de Neymar, que influencia diretamente a escalação. Até lá, o treinador seguirá testando alternativas nos treinos e avaliando combinações de peças para montar uma equipe equilibrada diante do Internacional.
A decisão sobre a utilização de Arthur como camisa 10 e sobre as entradas no time titular será tomada nos próximos treinamentos e, eventual confirmação, só ocorrerá após a regularização do jogador na competição e após a definição médica sobre os desfalques atuais.
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