Foto: Globo — uso em caráter informativo.
A Roma fez duas propostas, de 33 milhões + 5 em bônus e depois 38 milhões, ambas rejeitadas pelo Zenit. Luiz Henrique segue à disposição do clube e enfrenta o Dinamo Makhachkala nesta quarta.
Luiz Henrique não deixou o Zenit após a tentativa de contratação pela Roma e segue à disposição do clube russo, mesmo após o fechamento dos principais mercados europeus. O atacante, que ficou perto de acertar sua ida ao time italiano nos últimos dias da janela, vai enfrentar o Dinamo Makhachkala pelo Campeonato Russo nesta quarta-feira.
Detalhes das propostas e da recusa
A Roma chegou a formalizar duas propostas pelo atacante. Inicialmente ofereceu 33 milhões de euros fixos mais 5 milhões de euros em bônus; o Zenit recusou. Em seguida, o clube italiano aumentou a oferta para 38 milhões de euros fixos mais 5 milhões de euros em bônus, podendo alcançar 43 milhões de euros no total, mas o Zenit voltou a rejeitar a proposta e a Roma desistiu diante da proximidade do fechamento da janela.
Antes da investida italiana, clubes brasileiros também negociaram com o Zenit. O Flamengo, no início de agosto, negociou uma operação de 30 milhões de euros fixos mais 5 milhões de euros em bônus, e o atacante teria dado sinal positivo para retornar ao país, com a perspectiva de receber o maior salário do elenco rubro-negro. Internamente, porém, a transação travou: o diretor de futebol José Boto sinalizou a possibilidade de valores de até 35 milhões de euros, mas o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) estabeleceu um teto financeiro menor, sem autorização para concluir o negócio nos termos discutidos com o Zenit.
O Botafogo também demonstrou interesse, e chegou a estudar alternativas — inclusive uma troca envolvendo Danilo, que interessa ao Zenit —, mas o volante não pretende atuar na Rússia e não abriu negociação. Além disso, o clube carioca possui uma dívida de US$ 11 milhões com o Zenit pela contratação de Artur, realizada em 2025, montante que foi incluído no processo de recuperação judicial do Botafogo e que dificulta a operação. Por essas razões, internamente o retorno de Luiz Henrique ao Botafogo é tratado como um sonho, porém um negócio considerado difícil.
Dados pessoais, contrato e trajetória recente
Luiz Henrique tem 25 anos e contrato com o Zenit até dezembro de 2029. O atacante chegou à Rússia em janeiro de 2025, depois de ser um dos principais jogadores do Botafogo na temporada de 2024, ano em que conquistou a Libertadores e o Brasileirão e foi eleito Rei da América.
Ao longo da janela, o jogador manifestou desejo de mudar de ares e de permanecer no radar da seleção brasileira. A movimentação do mercado envolveu propostas e negociações intensas, mas nenhum acordo foi encaminhado até o fechamento das janelas principais.
O que está em jogo
Com o encerramento das janelas da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França na última terça-feira, o leque de possibilidades europeias diminuiu consideravelmente para Luiz Henrique. No Brasil, entretanto, os clubes ainda poderão registrar reforços até 11 de setembro, o que mantém aberta a possibilidade de um retorno ao país do ponto de vista da janela de transferências.
Além da movimentação de mercado, há um plano esportivo por trás da busca por mudança: Luiz Henrique almeja retornar à seleção brasileira. Ele vive a expectativa de integrar o novo ciclo e está entre os jogadores que esperam figurar na lista que Carlo Ancelotti irá divulgar no próximo dia 9 de setembro para os amistosos contra Austrália e Índia. Permanecer em evidência, seja na Europa ou em um grande clube brasileiro, é parte dessa estratégia pessoal.
Próximos compromissos e possíveis desdobramentos
No curto prazo, o desfecho imediato é esportivo: Luiz Henrique vai enfrentar o Dinamo Makhachkala pelo Campeonato Russo nesta quarta-feira. No cenário das transferências, as portas europeias principais se fecharam, mas o prazo para inscrições no Brasil permanece até 11 de setembro, o que permite que clubes brasileiros retomem conversas e tentem formalizar propostas dentro desse período.
Até o momento não há um novo acordo encaminhado com Flamengo ou Botafogo. O Zenit tem histórico de negociar com firmeza e voltou a adotar esse comportamento nesta janela, recusando ofertas expressivas. Assim, o futuro do jogador seguirá condicionado à postura do Zenit nas próximas semanas e ao interesse real e à capacidade financeira dos clubes brasileiros que ainda podem agir até 11 de setembro.
Do ponto de vista do atleta, as próximas semanas serão decisivas para equilibrar o desejo de voltar ao Brasil, a ambição de permanecer ligado à seleção e as condições contratuais impostas pelo Zenit. O próximo capítulo da história deve incluir: a participação no jogo desta quarta pelo Zenit, a divulgação da lista de convocados no dia 9 de setembro e, enquanto a janela brasileira estiver aberta, possíveis tentativas de negociação que dependem de encaixes financeiros e da concordância do clube russo.

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