Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Clube italiano fez oferta ao Wolverhampton nos últimos dias, mas o valor foi tido como insuficiente. O clube inglês vê André como peça-chave no plano de retorno à Premier League e deve mantê-lo.
A Roma demonstrou interesse em contratar o volante André, ex-Fluminense, e fez uma oferta ao Wolverhampton na reta final da janela de transferências, mas a negociação encontrou resistência do clube inglês. O Wolverhampton considerou a proposta insuficiente e, diante do papel que atribui ao jogador no projeto de retorno à Premier League, tende a manter o brasileiro no elenco.
Detalhes da proposta e da posição do Wolverhampton
Segundo apurações, a oferta apresentada pela Roma foi entendida pelo Wolverhampton como baixa. O clube inglês teria colocado uma faixa de valores como referência para qualquer negociação envolvendo André: entre 40 milhões e 50 milhões de euros, o que corresponderia aproximadamente a R$ 240,6 milhões a R$ 300,7 milhões. O valor exato oferecido pela Roma não foi divulgado publicamente.
Além da questão financeira, o Wolverhampton tem tratado André como peça central no planejamento visando retornar à Premier League após o rebaixamento. Essa estratégia levou o clube a renovar o vínculo do jogador até 2030, movimento que reforça a ideia de permanência, salvo uma proposta que seja considerada acima dos padrões estipulados pelos dirigentes dos Wolves.
Trajetória de André e situação contratual
André chegou ao Wolverhampton em 2024, após se transferir do Fluminense. Revelado nas categorias de base do Fluminense, em Xerém, o volante ganhou destaque no cenário sul-americano ao integrar a equipe que conquistou a Libertadores em 2023 e a Recopa Sul-Americana em 2024. Essas conquistas reforçaram sua projeção internacional e contribuíram para a transferência ao futebol inglês.
Após o rebaixamento do Wolverhampton à Championship, o jogador optou por permanecer no clube, sinalizando compromisso com o projeto de reconstrução e retorno à elite do futebol inglês. A renovação contratual até 2030 foi confirmada recentemente, o que aumenta a resistência do clube a liberar André por valores abaixo do estabelecido internamente.
O que está em jogo e o contexto esportivo
Para o Wolverhampton, manter um jogador como André tem implicações esportivas e financeiras. No aspecto técnico, trata-se de um volante que já demonstrou rendimento em competições de alto nível e que pode ser considerado peça-chave para disputar a Championship com objetivo de acesso imediato. No aspecto financeiro, a venda de atletas é uma via de arrecadação importante, mas o clube só se mostraria disposto a negociar caso o valor atendesse às expectativas.
Para a Roma, a busca por reforços na linha de meio-campo visa reforçar o elenco em uma janela onde ajustes são comuns. A intenção do clube italiano em apresentar uma proposta indica que André figura no radar de times europeus interessados em consolidar competitividade doméstica e continental. Ainda assim, a avaliação final dependerá de alinhamento entre proposta financeira e disposição do Wolverhampton em liberar o jogador.
Do ponto de vista do jogador, a permanência ou saída influenciará o seu papel em um projeto de reconstrução no futebol inglês e sua visibilidade para convocações e mercado futuro. Qualquer transferências nas faixas indicadas pelo clube inglês envolveria negociações longas e ajustes contratuais entre clubes e atleta.
Retrospecto e repercussão
A trajetória de André desde Xerém até a Europa tem sido marcada por títulos relevantes e rápida ascensão. As conquistas pela equipe brasileira — a Copa Libertadores de 2023 e a Recopa Sul-Americana de 2024 — colocaram o volante em evidência e justificaram o interesse de times europeus. A decisão de permanecer no Wolverhampton após o rebaixamento reforçou a imagem de jogador comprometido com projetos de médio prazo.
No cenário de mercado, casos como o de André costumam envolver negociação entre clubes, agentes e o próprio atleta, além de avaliações sobre o impacto esportivo imediato e as possibilidades financeiras. A posição do Wolverhampton de exigir entre 40 milhões e 50 milhões de euros para sequer cogitar a liberação deixa clara sua estratégia de só concretizar vendas que considerem o jogador um ativo de alto valor.
Próximos passos na negociação
A tendência é que o desfecho dependa de novas aproximações entre clubes e de ajustes na proposta. Se a Roma pretende insistir na contratação, terá de revisar os valores e as condições apresentadas para vencer a resistência do Wolverhampton. Caso contrário, a opção mais provável, a partir das informações disponíveis, é a permanência de André no clube inglês, ao menos até que chegue oferta que se enquadre na faixa financeira indicada pelos Wolves.
Independentemente do movimento no mercado, o curto prazo será decisivo: trata-se da reta final da janela de transferências e as decisões tomadas nas próximas horas definirão se haverá transação ou se o volante seguirá como peça do projeto de retorno à Premier League.
O acompanhamento dos próximos passos incluirá eventuais revisões de proposta por parte da Roma, a resposta formal do Wolverhampton e a posição do próprio jogador diante de qualquer proposta concreta que atenda às condições financeiras e esportivas exigidas.

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