Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Doha, o Brasil reagiu após perder o 1º set e venceu a Argentina por 3 a 1 (21/25, 25/17, 25/18, 25/13). É o primeiro bronze da seleção brasileira na categoria Sub-17.
O Brasil conquistou a medalha de bronze no Mundial Sub-17 de vôlei ao vencer a Argentina de virada na manhã deste sábado (29). Com parciais de 21/25, 25/17, 25/18 e 25/13, a seleção brasileira fechou o duelo por 3 sets a 1 em Doha, no Catar, alcançando um resultado inédito na categoria.
Desenvolvimento da partida
O confronto começou favorável aos argentinos, que anotaram 25 a 21 no primeiro set. A partir do segundo período, porém, o Brasil reagiu e tomou as rédeas do jogo: venceu o segundo por 25/17, equilibrou ainda mais no terceiro com 25/18 e confirmou a virada com um quarto set dominante, 25/13. Lorenzo foi o maior pontuador da disputa pelo bronze, com 19 pontos, o mesmo número registrado por Valentin Bianchi, capitão da Argentina. O central Lucas Abreu também teve atuação de destaque, somando 12 pontos.
O time brasileiro foi comandado pelo técnico Marcelo Zenni, que viu a equipe completar um torneio com campanha expressiva até a partida pelo terceiro lugar. A vitória sobre a Argentina garantiu ao país a melhor colocação já obtida em mundiais Sub-17 até então: o terceiro lugar.
Trajetória na competição
A seleção brasileira finalizou a primeira fase na liderança do Grupo C, depois de vitórias sobre México, Polônia e Argentina. Avançando no mata-mata, os brasileiros derrotaram a Índia nas oitavas e superaram a Venezuela nas quartas de final. Ao longo do torneio, a equipe sofreu apenas seis sets perdidos em sete jogos, demonstrando consistência defensiva e ofensiva em grande parte da campanha.
Na semifinal, a seleção teve a única derrota diante da França, resultado que a deixou fora da disputa direta pelo título. Mesmo assim, o desempenho geral foi suficiente para assegurar uma colocação histórica na competição.
Contexto do torneio e significado do resultado
O Mundial Sub-17 é uma competição recente no calendário internacional: a categoria foi criada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) em 2024 e teve apenas duas edições disputadas até hoje. Neste cenário recente, a campanha brasileira em Doha representa um avanço técnico e classifica como a melhor participação do país nessa faixa etária em mundiais Sub-17 até agora.
Além do bronze do Brasil e da presença da França entre as semifinais, a final do torneio ainda terá França e Irã brigando pelo título ainda neste sábado, encerrando a programação do torneio no mesmo dia em que o terceiro lugar foi decidido. Para o Brasil, o resultado confirma a geração como promissora e fornece material para avaliação da comissão técnica sobre peças que poderão ser observadas nas categorias de base nos próximos anos.
O que a campanha mostrou
A campanha brasileira se apoiou em consistência coletiva e em desempenhos individuais pontuais. Lorenzo e Valentin Bianchi, com 19 pontos cada na disputa pelo bronze, aparecem como referências de produção ofensiva em seus respectivos elencos, enquanto Lucas Abreu assumiu papel de destaque no jogo de centro, com 12 pontos. A combinação desses desempenhos com a solidez defensiva que reduziu as perdas de set ao longo do torneio foi decisiva para o país alcançar o pódio.
Do ponto de vista técnico, a virada sobre a Argentina evidenciou capacidade de leitura tática e ajustes feitos durante o confronto. Depois de ceder o primeiro set, a equipe brasileira encontrou soluções para reagir, controlar o ritmo do jogo e ampliar a vantagem nos sets finais.
Fecho: próximos passos
Com o bronze garantido, a atenção agora se desloca para o fechamento do Mundial, com França e Irã disputando o título. Para o elenco brasileiro que esteve em Doha, a campanha encerrou o ciclo desta edição do Sub-17, deixando como próximos passos internos avaliações da comissão técnica e o acompanhamento do desenvolvimento individual dos atletas nos próximos compromissos de base. A marca alcançada representa referência para trabalhos futuros nas categorias de formação e estabelece um parâmetro elevado para as seleções brasileiras nas próximas competições juvenis.

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