Foto: Agência Brasil/EBC — uso em caráter informativo.
O Brasil encerrou o primeiro dia de provas do Parapan-Pacífico de natação com quatro medalhas: dois ouros e duas pratas, em disputas realizadas na sexta-feira (28) em Walnut, nos Estados Unidos. Entre os resultados, uma marca histórica das Américas e desempenho confirmado de atletas que já vinham em evidência desde o Mundial de 2025.
Desenvolvimento
As competições do Parapan-Pacífico seguem o formato multiclasses, no qual nadadores de diferentes classes competem na mesma série. A definição das medalhas e a classificação para as finais ocorreram por meio do Índice Técnico da Competição (ITC), que atribui pontuação a cada atleta considerando tempo e classe.
Na prova dos 150m medley S4, a fluminense Lídia Cruz venceu e estabeleceu o novo recorde das Américas com o tempo de 2min56s31. Vale lembrar que, nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, Lídia havia conquistado o bronze com a marca de 2min57s16, o que mostra a evolução da nadadora nesta temporada.
Na mesma prova, a mineira Patrícia Pereira terminou logo atrás, com o tempo de 2min57s33, garantindo a medalha de prata.
Nos 200m livre (classes S2-S5 e S14), o paulista Gabriel Bandeira ficou com o ouro ao registrar 1min53s21 como melhor tempo.
Também entre os resultados do dia, nos 50m borboleta (classes S5-S7), o paulista Samuel Oliveira conquistou a medalha de prata com o tempo de 33s68 e somou 949 pontos pelo critério de ITC aplicado à prova.
Ao final da sexta-feira (28), o quadro brasileiro somava, portanto, duas medalhas douradas — Lídia Cruz e Gabriel Bandeira — e duas pratas — Patrícia Pereira e Samuel Oliveira.
Contexto
Disputado desde 2011, o Parapan-Pacífico é aberto a nadadores de países de fora da Europa. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão criaram o torneio com o objetivo de oferecer competições de alto rendimento em anos nos quais não há Mundial ou Jogos Paralímpicos, servindo como plataforma de preparação e medição de desempenho em calendário internacional.
O Brasil está participando do torneio com uma delegação de 16 nadadores. Todos os integrantes da equipe brasileira foram medalhistas em provas individuais no último Mundial da modalidade, disputado em Singapura, em 2025, o que coloca expectativas sobre uma campanha forte nas provas que ainda serão realizadas.
O torneio segue até domingo (30), com disputas programadas ao longo do fim de semana para definir as últimas medalhas de cada prova. Para o Brasil, além da busca por resultados imediatos, o evento representa oportunidade de consolidar trajetórias de atletas que já se destacaram em competições globais recentes e de testar combinações técnicas e estratégias em provas multiclasses.
Do ponto de vista regional, embora a seleção brasileira traga representantes de Estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo — citados entre os medalhistas desta sexta — o desempenho nacional no Parapan-Pacífico tem repercussão em todo o país, incluindo a região Nordeste, onde treinadores e clubes acompanham a evolução dos atletas para orientar calendários e programas locais de paradesporto.
O que está em jogo
Além das medalhas e dos recordes, o Parapan-Pacífico oferece confrontos diretos entre nadadores de alto nível em um formato técnico que privilegia a comparação entre classes. Para a delegação brasileira, o torneio funciona como termômetro de rendimento e como ambiente de prova para ajustes finos antes de futuras competições internacionais. A presença de nomes que já conquistaram pódios no Mundial de 2025 indica que a equipe vem com objetivos ambiciosos em Walnut.
As marcas registradas no primeiro dia, especialmente o novo recorde das Américas nos 150m medley S4, mostram ganhos de performance que podem ser determinantes para a projeção de cada atleta nas próximas competições do ciclo.
Fecho
O Parapan-Pacífico continuará até domingo (30), quando serão definidas as últimas disputas e entregues as medalhas restantes. A delegação brasileira permanece em Walnut para as provas que ainda restam no cronograma, com a missão de ampliar a lista de pódios conquistados no primeiro dia e de consolidar o desempenho de atletas que vêm se destacando no cenário internacional.
Nos próximos dias, o foco será manter a consistência técnica observada nas primeiras finais e buscar novas oportunidades de pódio até o encerramento do torneio.
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