Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
A CBF anunciou em 10/08/2026 medidas da Copa para aumentar o tempo de bola rolando no Brasileirão. Entram em vigor punições a goleiros por atraso, restrição a diálogos com árbitros e ampliação do VAR.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta segunda-feira, 10 de agosto de 2026, a implementação de diversas regras que foram utilizadas na Copa do Mundo de 2026. Essas mudanças, que foram discutidas e aprovadas em reunião com clubes das Séries A e B, têm como objetivo principal aumentar o tempo de bola rolando nos jogos do Campeonato Brasileiro.
Entre as novas diretrizes, destacam-se as punições para goleiros que atrasarem a reposição da bola, restrições ao diálogo com árbitros e uma ampliação nas possibilidades de intervenção do VAR. Atualmente, a média de jogo efetivo na Série A gira em torno de 52 minutos e 54 segundos, bem abaixo da meta de 60 minutos defendida pela FIFA. Esse tempo de jogo é inferior ao de ligas como a Premier League (55min23s) e a La Liga (55min09s).
O presidente da CBF, Samir Xaud, ressaltou que a adoção dessas regras faz parte de um esforço contínuo para valorizar o Campeonato Brasileiro e reduzir a distância econômica que separa o torneio nacional das grandes ligas europeias. Na temporada 2024/25, o Brasileirão movimentou cerca de 1,8 bilhão de euros, enquanto a Premier League arrecadou 7,5 bilhões. A CBF acredita que, com as novas medidas, o futebol brasileiro pode aumentar sua valorização no cenário mundial.
O estudo realizado pela CBF, em parceria com a CBF Academy e baseado em dados da Opta Stats Perform, indica que o futebol brasileiro tem potencial para recuperar mais de seis minutos de bola rolando por partida, apenas com a redução de interrupções recorrentes. Além disso, a FIFA estima que as regras da Copa do Mundo podem acrescentar, em média, 5 minutos e 49 segundos de jogo efetivo por confronto.
Novas regras do Campeonato Brasileiro
As novas regras que passam a valer imediatamente são as seguintes:
O goleiro terá apenas oito segundos para realizar a reposição da bola. Caso esse limite seja ultrapassado, a equipe adversária receberá um escanteio.
Os arremessos laterais deverão ser feitos em até cinco segundos, contabilizando a contagem a partir do momento em que o jogador estiver com a bola em mãos.
O tiro de meta deverá ser cobrado em até cinco segundos. Após a autorização do árbitro, o goleiro deve reiniciar a partida rapidamente; em caso de demora, será marcado escanteio para o adversário.
As substituições devem ser realizadas de forma mais rápida, com o jogador substituído tendo apenas dez segundos para deixar o campo pelo ponto mais próximo.
Em caso de atendimento médico, o atleta precisará permanecer fora do jogo durante um minuto antes de retornar ao campo.
Se o goleiro receber atendimento, um jogador de linha indicado pelo capitão ou treinador deverá ficar fora do campo pelo mesmo período.
Apenas o capitão da equipe poderá dialogar com os árbitros, seguindo um modelo adotado pela UEFA e pela FIFA.
Jogadores que cobrirem a boca intencionalmente durante discussões com adversários ou árbitros poderão ser expulsos, uma medida que ficou conhecida como “Protocolo Vini Jr”.
O VAR poderá revisar expulsões decorrentes de um segundo cartão amarelo, assim como escanteios concedidos por engano, que poderão ser revisados a partir de 2027 se resultarem em gol ou pênalti.
Próximos desafios no Brasileirão
Enquanto as novas regras são implementadas, o Campeonato Brasileiro continua em andamento. Hoje, 11 de agosto, o Avaí enfrentará o CRB às 19h30 no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, em um jogo válido pela 21ª rodada da Série B. O Avaí, que está em antepenúltimo lugar na tabela, busca a vitória em casa para encurtar a distância para o primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O CRB, por sua vez, ocupa uma posição intermediária e tentará se aproximar da classificação à Série A.
A adoção dessas novas regras não apenas reflete um esforço para melhorar a dinâmica do jogo, mas também se posiciona como uma estratégia da CBF para elevar a competitividade e a qualidade do futebol brasileiro a níveis mais altos, alinhando-se com as melhores práticas internacionais. O sucesso dessas medidas será observado ao longo da temporada, e o impacto nas partidas e na experiência dos torcedores poderá ser significativo.
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