Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Em Copacabana, o treinador Elmer Calvis silenciou durante a semifinal entre duas duplas francesas. A escolha, incomum, resultou na conquista de prata e bronze para França e Brasil.
No último fim de semana, o Circuito Mundial de Vôlei de Praia foi palco de uma semifinal inusitada, onde o treinador brasileiro Elmer Calvis, à frente das seleções francesas, optou por um silêncio estratégico durante o confronto entre duas duplas de seu país, realizadas nas areias de Copacabana. A decisão rendeu ao Brasil e à França duas medalhas na competição, sendo uma prata e um bronze.
Calvis, que comanda as seleções francesas desde 2018, viu seus atletas, Remi Daubas e Calvin Aye, enfrentarem Téo Rotar e Arnaud Gauthier-Rat em uma partida marcada pela ausência de orientações. Essa escolha se mostrou eficaz, já que Daubas e Aye avançaram para a final, onde foram derrotados pelos letões Martins Plavins e Kristians Fokerots, garantindo a medalha de prata. Por outro lado, Rotar e Gauthier-Rat conquistaram o bronze ao vencerem os austríacos Hammarberg e Berger.
O desempenho de Elmer Calvis e das duplas francesas foi amplamente elogiado, mostrando o crescimento do vôlei de praia na França, que recentemente sediou os Jogos Olímpicos. O treinador justificou sua escolha de permanecer em silêncio durante o duelo: “Quando a gente vem para o torneio, normalmente a gente vem em dois treinadores. Eu optei por vir só em um, porque a gente estava se preparando para o Europeu. Quando eles se cruzam, ninguém fica no banco. Foi o que aconteceu”.
A opção de Calvis por não intervir durante a partida foi vista como uma estratégia arriscada, mas que acabou se mostrando eficaz para os atletas que conseguiram avançar. O trabalho do brasileiro foi destacado por comentaristas e especialistas na modalidade, como Maria Elisa Antonelli, que afirmou: “O trabalho do Elmer é maravilhoso. É incrível levar três times da França para a semifinal, para disputar medalha. Eles estão de parabéns. As duplas francesas vão dar muito trabalho”.
Além das medalhas conquistadas, outro ponto que chamou a atenção foi a forma como os atletas se cumprimentaram ao longo da competição. Os cumprimentos entre os jogadores franceses foram descritos como coreografados, um reflexo do entrosamento e da amizade entre eles, trazendo um aspecto lúdico ao clima competitivo do torneio.
Sobre a dinâmica de sua equipe, Calvis comentou: “Dos seis jogadores que treino, quatro novos e dois são mais velhos. Os dois mais velhos não fazem esse tipo de cumprimento, e os quatro outros são quatro garotos que têm toda uma maneira diferente de se cumprimentar”. Essa interação descontraída entre os atletas contribuiu para a atmosfera positiva durante o evento.
Com os resultados do torneio no Rio, Calvis saiu com duas medalhas penduradas no pescoço, uma inovação que premia também os técnicos nas competições de alto nível do vôlei de praia. Essa mudança tem sido vista como uma forma de reconhecer o trabalho dos treinadores, que desempenham um papel crucial no desenvolvimento e na performance dos atletas.
A próxima etapa do Circuito Mundial de Vôlei de Praia será realizada em Hamburgo, na Alemanha, com início marcado para a próxima quinta-feira (4). As duplas francesas, após o bom desempenho no Rio, chegam com moral alta e esperanças de expandir sua coleção de medalhas na competição.
O evento em Hamburgo promete ser uma nova oportunidade para Calvis e seus atletas, que buscam não apenas medalhas, mas também o fortalecimento do vôlei de praia francês no cenário mundial. O trabalho contínuo e a estratégia adotada por Elmer Calvis podem ser determinantes para o sucesso das duplas nas próximas competições e, quem sabe, em futuros Jogos Olímpicos.

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