Foto: Divulgação — uso em caráter informativo.
Após a eliminação para a Noruega na Copa de 2026, Ancelotti assumiu a responsabilidade e disse ser vital aprender com a força do setor de meio da Espanha. Contratado até 2030, elogiou a qualidade de titulares e reservas.
Pela primeira vez desde a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti se apresentou à imprensa. O técnico, que assumiu a equipe até 2030, falou sobre a queda nas oitavas de final e projetou o futuro sob seu comando. A seleção brasileira foi derrotada pela Noruega e, segundo Ancelotti, é essencial aprender com a força do meio-campo espanhol, que se destacou ao conquistar o título mundial contra a Argentina.
O italiano destacou a qualidade dos jogadores do meio-campo da Espanha, que conta com titulares e reservas de alto nível. Ancelotti afirmou: “O Mundial que a Espanha ganha vem com o meio-campo muito forte, com três titulares [Fabián Ruiz, Rodri e Dani Olmo], mas com quatro no banco [Pedri, Mikel Merino, Martín Zubimendí e Gavi].” Ele acrescentou que Merino, que entrou em jogos decisivos, fez a diferença na campanha.
Durante uma conversa com os veículos de imprensa, Ancelotti comentou sobre o estilo de jogo da seleção brasileira, que é caracterizado por uma abordagem muito vertical. Ele apontou que a Espanha conseguiu controlar as partidas devido à posse de bola, resultado de um meio-campo robusto. “O time que ganhou a Copa do Mundo, a Espanha, teve muita posse de bola. Eles só sofreram um gol em toda a campanha”, afirmou.
A escassez de meio-campistas no Brasil foi um tema central nas declarações de Ancelotti. Ele observou que o setor teve apenas seis convocados para a Copa, e salientou: “Hoje falta isso. Temos perfis jovens que podem progredir, como Andrey Santos, e outros que estão no Campeonato Brasileiro e estão evoluindo.” O técnico italiano defendeu a importância de estreitar a relação entre a Seleção e os clubes para a formação de talentos.
Em relação ao estilo de jogo da Seleção Brasileira, Ancelotti mencionou que a mudança só ocorrerá com a emergência de novos jogadores com características adequadas para controlar as partidas. Ele disse: “Se surgirem jogadores novos, um meio-campista de muita qualidade, obviamente você pode jogar mais jogo de posse.”
Após a dolorosa eliminação, Ancelotti se mostrou comprometido em mapear novos talentos que possam se integrar à equipe. Os primeiros compromissos da Seleção Brasileira sob seu comando estão agendados para o final de setembro, com um amistoso contra a Austrália e outro jogo possivelmente contra a Índia. Essa será uma oportunidade para Ancelotti avaliar novas opções para o futuro.
O técnico enfatizou que está em um processo de renovação e que nomes como Neymar, Casemiro e Fabinho podem estar próximos do fim de suas trajetórias na Seleção. Apenas Marquinhos tem a manutenção assegurada entre os jogadores mais experientes. O grande desafio será a Copa América de 2028, competição que o Brasil não conquista desde 2019. Ancelotti afirmou: “Vamos mapear os novos jogadores que possam entrar, não digo na próxima Copa do Mundo de 2030, mas que possam já ser competitivos no primeiro objetivo, que é a Copa América de 2028.”

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