Foto: Globo — uso em caráter informativo.
No dia 29 de julho de 2026, o futebol brasileiro viu o encerramento de um dos trabalhos mais duradouros entre os técnicos das Séries A, B e C. Ricardo Catalá deixou o comando do São Bernardo após duas temporadas e mais de três meses à frente da equipe. A decisão da diretoria do clube paulista ocorreu após um desempenho insatisfatório, com a equipe enfrentando uma sequência de oito jogos sem vitória na Série B, onde ocupa a 12ª posição após 20 rodadas.
Com a saída de Catalá, restam apenas 13 treinadores que iniciaram seus trabalhos antes da temporada de 2026 entre os 60 que disputam as três divisões principais do Campeonato Brasileiro. Desses, apenas dois estão no cargo há mais tempo: Abel Ferreira, que está no Palmeiras desde novembro de 2020, e Rogério Ceni, que assumiu o Bahia em setembro de 2023.
Os 13 técnicos remanescentes são compostos por sete na Série A, quatro na Série B e dois na Série C. A maioria desses profissionais começou seus trabalhos no ano anterior, 2025. Na Série C, os trabalhos começaram logo no início do ano, com Mazola Júnior no Ituano e Leston Júnior no Floresta, ambos do Ceará. O Floresta, por sua vez, ficou a poucos passos do acesso na última Série C, sendo superado nos critérios de gols pelo São Bernardo, que estava sob o comando de Catalá. O Ituano, por sua vez, não conseguiu avançar para a fase final da Terceirona no ano anterior e permanece no meio da tabela na atual temporada, tendo perdido o acesso na Série A2 do Campeonato Paulista nas duas últimas edições. Apesar dos desafios, Mazola Júnior continua no cargo.
Rafael Guanaes, do Mirassol, também está entre os técnicos mais longevos, tendo assumido em março de 2025. Ele teve uma temporada de estreia notável, terminando em quarto lugar na Série A e garantindo a classificação para a Libertadores. Atualmente, a equipe do interior paulista enfrenta dificuldades, ocupando a zona de rebaixamento (Z-4), mas vem mostrando sinais de recuperação, com duas vitórias e uma derrota nos últimos cinco jogos. Além disso, o Mirassol se encontra nas oitavas de final da Libertadores e da Copa do Brasil.
Na Série A, outros técnicos que estão na lista de longevidade também passaram por momentos difíceis, mas foram mantidos por suas diretorias. Odair Hellmann, por exemplo, levou o Athletico-PR ao acesso no ano passado e atualmente ocupa a terceira colocação no campeonato. Luis Zubeldía, do Fluminense, e Vagner Mancini, do Bragantino, estão ambos no G-5 da competição. Por outro lado, Jair Ventura, do Vitória, teve um desempenho notável ao eliminar o Flamengo na Copa do Brasil, mas luta para evitar o rebaixamento na Série A.
Na Série B, quatro treinadores mantêm seus cargos desde 2025. O Criciúma, líder da competição, tem colhido os frutos de manter Eduardo Baptista no comando. Enderson Moreira, por sua vez, tem mantido o Novorizontino forte na disputa pelo G-6 da Segundona. O Náutico, sob a direção conjunta de Hélio dos Anjos e seu filho Guilherme, e o Cuiabá, de Eduardo Barros, permanecem fora da zona de rebaixamento, mas estão distantes da disputa pelo acesso à Série A.
Além desses 13 trabalhos que começaram antes de 2026, outros oito técnicos iniciaram suas trajetórias na atual temporada, sendo três na Série A, dois na Série B e três na Série C. Contudo, alguns deles enfrentam grande pressão, como Luis Castro no Grêmio e Paulo Pezzolano no Internacional. Em contraste, os outros 39 clubes das três principais divisões do Campeonato Brasileiro já passaram por pelo menos uma mudança de comando na presente temporada.

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