Foto: Globo — uso em caráter informativo.
Após a medalha de prata na Liga das Nações, a seleção feminina foca no torneio continental, de 8 a 13 de setembro, no Maracanãzinho. O campeão garante vaga para Los Angeles-2028; Rosamaria pede foco imediato.
Após a recente conquista da medalha de prata na Liga das Nações de Vôlei (VNL), a seleção brasileira feminina se prepara agora para o Sul-Americano, que ocorrerá entre os dias 8 e 13 de setembro, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. A competição é crucial, pois o campeão garantirá uma vaga nas Olimpíadas de Los Angeles em 2028.
A oposta Rosamaria, que é uma das figuras centrais do time, expressou a importância do Sul-Americano, destacando que a equipe precisa focar neste objetivo. “É muito rápido. Parece que as Olimpíadas de Paris, em 2024, foram ontem. E já tem outra batendo na porta. Quatro anos passam muito rapidamente. O Sul-Americano é, de fato, o nosso maior objetivo do ano. É o que vai poder garantir uma vaga em Los Angeles, se a gente vencer”, disse Rosamaria ao desembarcar em Guarulhos (SP).
O sentimento de resignação após a derrota para a Turquia na final da VNL é palpável entre as jogadoras. Apesar da frustração, elas reconhecem a evolução do time e a importância de ter alcançado mais uma medalha. Rosamaria, com 32 anos e duas medalhas olímpicas no currículo, comentou sobre as jovens atletas que estão se destacando na seleção: “Neste processo que estamos vivendo é muito importante ver como nosso time está sendo montado. A gente vê a evolução, principalmente, de jogadoras muito jovens.”
O técnico José Roberto Guimarães também se mostrou esperançoso em relação ao futuro da equipe. Ele já planeja a volta da ponteira Gabi, que não participou da VNL devido a um desconforto na região lombar. Gabi, que é considerada uma das principais jogadoras e capitã da seleção, optou por se preservar para a disputa continental. Zé Roberto espera contar com a sua presença, que será um reforço valioso para a equipe.
Além de Gabi, a equipe sentiu a falta de outras jogadoras importantes durante a VNL, como as centrais Júlia Kudiess e Tainara, que se machucaram ao longo do torneio. A líbero Nyeme também ficou ausente para não se afastar da filha pequena. Apesar das ausências, o treinador notou um surgimento de novas lideranças no time, especialmente durante a semifinal contra a Itália, atual campeã olímpica e mundial. “A gente viu novas lideranças surgindo, responsabilidades acontecendo. Esse jogo contra a Itália me chamou muito a atenção pela atitude que o time teve”, comentou Zé Roberto.
A seleção já está em contagem regressiva para o Sul-Americano, e as jogadoras ganharam uma semana de folga após o término da VNL. A reapresentação ocorrerá no Centro de Treinamento da CBV em Saquarema (RJ), onde os treinamentos focados na preparação para a competição continental terão início no dia 4 de agosto.
Para a seleção, a conquista do Sul-Americano é vital não apenas por garantir uma vaga nas Olimpíadas, mas também por consolidar o trabalho feito ao longo dos anos, que visa trazer novos talentos para a equipe e continuar a tradição do Brasil no vôlei feminino. As expectativas são altas, e o time está determinado a fazer o que for preciso para conquistar a medalha de ouro.
O próximo compromisso da seleção é o Sul-Americano, que exigirá muito do time, que já demonstrou sua capacidade de superação e resiliência nas competições anteriores. As jogadoras estão cientes da responsabilidade que têm em representar o Brasil e estão preparadas para enfrentar os desafios que virão pela frente.
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