Foto: Getty Images — uso em caráter informativo.
Mesmo com vários desfalques, a nova geração assumiu a responsabilidade e levou a seleção ao vice-campeonato da Liga das Nações 2026. Técnico José Roberto elogiou a entrega das jovens.
Na Liga das Nações Feminina de vôlei (VNL) de 2026, o Brasil conquistou a medalha de prata, embora tenha enfrentado desafios significativos ao longo do torneio. O técnico José Roberto Guimarães elogiou a nova geração de jogadoras que se destacaram em meio a desfalques importantes, como a capitã Gabi, que não participou de nenhuma partida devido a problemas na lombar. Além dela, Júlia Kudiess e Tainara também se machucaram, enquanto Nyeme decidiu ficar perto de sua filha pequena, o que deixou o time com menos opções.
Apesar das dificuldades, as jovens atletas aproveitaram a oportunidade para brilhar. Ana Cristina e Júlia Bergmann se tornaram as principais pontuadoras da equipe, com 256 e 235 pontos, respectivamente. Marcelle, que assumiu a titularidade na posição de líbero, e Luzia, que se destacou no meio de rede, também foram fundamentais para o desempenho da seleção.
A equipe brasileira, que enfrentou a Turquia na final, acabou perdendo por 3 a 1, marcando sua quinta prata em cinco finais da VNL. O resultado deixou um gosto amargo, especialmente considerando que a seleção não conquista um título intercontinental desde 2017. Contudo, Zé Roberto não deixou de reconhecer as contribuições das jogadoras mais jovens.
Ele comentou: “Apesar da derrota, é isso que fica. Vemos Luzia jogando bem em um nível alto. Há hábitos que precisam ser adquiridos: disputar partidas importantes, difíceis. Vemos Marcelle, jogadoras mais jovens que passaram por situações complicadas e conseguiram ajudar. A perspectiva de futuro é importante.” O técnico ressaltou que, mesmo com as perdas, o surgimento de novas jogadoras é um sinal positivo para o futuro da seleção.
A análise de Zé Roberto destaca a necessidade de olhar adiante, com o grande objetivo de fortalecer a seleção para as Olimpíadas de Los Angeles, que ocorrerão em 2028. O Brasil terá um compromisso importante no Sul-Americano, programado entre os dias 8 e 13 de setembro no Maracanãzinho, onde a equipe campeã garantirá uma vaga olímpica.
Rosamaria, uma das jogadoras mais experientes da equipe, também comentou sobre a importância da nova geração: “Somos um grande time. Nosso grupo é bom. Muitas meninas novas estão ganhando experiência dentro de quadra, vivendo esses momentos difíceis, porque elas têm que passar por essas situações.” Essa união entre a experiência e a juventude pode ser crucial para o futuro da seleção.
Com a medalha de prata em mãos, o Brasil agora precisa focar no próximo desafio. A expectativa é que as jogadoras mais novas continuem a evoluir e que a equipe encontre o equilíbrio necessário para voltar a conquistar títulos em competições internacionais. O trabalho de formação e a confiança depositada nas jovens talentos serão fundamentais para que a seleção brasileira se reforce e busque a tão sonhada medalha de ouro nas Olimpíadas de 2028.
A trajetória da seleção na VNL serviu como aprendizado e um teste para as jogadoras que estão se consolidando no cenário internacional. A combinação de talento e experiência será essencial para enfrentar os próximos desafios e superar o jejum de títulos que persiste desde 2017. O foco agora é claro: conquistar a vaga olímpica e, quem sabe, trazer de volta a medalha de ouro para o Brasil.

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