Foto: Reuters — uso em caráter informativo.
Resposta direta: Cabo Verde não venceu nenhuma partida na Copa do Mundo 2026 — foram três empates e uma derrota. E mesmo sem vitória, a seleção do arquipélago africano fez a campanha mais histórica da sua vida: avançou à Segunda Fase como a menor nação a alcançar um mata-mata de Copa do Mundo e só caiu diante da Argentina de Messi, por 3 a 2, num dos jogos mais emocionantes do Mundial.
A campanha completa de Cabo Verde na Copa 2026
| Fase | Jogo | Data |
|---|---|---|
| Fase de Grupos | Espanha 0 x 0 Cabo Verde | 15/06 |
| Fase de Grupos | Uruguai 2 x 2 Cabo Verde | 21/06 |
| Fase de Grupos | Cabo Verde 0 x 0 Arábia Saudita | 26/06 |
| Segunda Fase | Argentina 3 x 2 Cabo Verde | 03/07 |
Sem perder no tempo normal durante toda a fase de grupos, os Tubarões Azuis seguraram o 0 a 0 contra a Espanha — uma das favoritas ao título —, arrancaram um empate por 2 a 2 com o Uruguai e garantiram a classificação inédita no 0 a 0 com a Arábia Saudita.
Na Segunda Fase, diante da Argentina, Cabo Verde chegou a estar duas vezes à frente da campeã mundial no placar agregado da prorrogação, com gols de Deroy Duarte e Lopes Cabral, mas acabou eliminado por 3 a 2, com o gol decisivo saindo apenas nos acréscimos do tempo extra.
Quanto dinheiro Cabo Verde recebeu da FIFA?
Na última década, Cabo Verde recebeu cerca de US$ 17,8 milhões (aproximadamente R$ 92 milhões) do programa FIFA Forward, que distribui recursos às 211 federações filiadas para infraestrutura e desenvolvimento do futebol. Desse total, cerca de US$ 15,8 milhões (R$ 81,6 milhões) já foram aplicados — até 2021, o país sequer tinha um estádio apto a receber partidas internacionais.
Com a classificação ao mata-mata da Copa do Mundo 2026, a federação cabo-verdiana ainda garante a premiação oficial paga pela FIFA às seleções participantes, cujo valor cresce a cada fase alcançada no torneio — receita recorde para o futebol do arquipélago.
Por que a campanha é histórica
Com cerca de 500 mil habitantes, Cabo Verde se tornou a menor nação da história a disputar um mata-mata de Copa do Mundo. A campanha rendeu festa nas ruas da Praia e de São Miguel, homenagens ao goleiro Vozinha e à geração dos Tubarões Azuis, e colocou de vez o futebol cabo-verdiano no mapa mundial.
O legado também é concreto: visibilidade para jogadores espalhados por ligas de todo o mundo, novas estruturas financiadas pelo FIFA Forward e uma geração inteira de torcedores apaixonados — dentro e fora do arquipélago.
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